Certa vez li o testemunho de um empresário paulistano sobre o Natal que hoje serve de reflexão: Ele contou que costumava gastar uma nota considerável na compra de todo tipo de comidas típicas natalinas e bebidas. Ali, seus familiares comiam e bebiam na véspera do Natal até o dia 26, quando então vinha a ressaca física e moral. Até que num ano ele chamou os três filhos e a mulher e propôs fazerem uma ceia mais modesta, comprar presentes mais baratos e montar algumas cestas com alimentos e brinquedos para presentear famílias simples que ele conhecia e cuja ceia tinha, no máximo, um franguinho de máquina. Na véspera, saiu com a família visitando essas pessoas e deixando com elas o que havia comprado. Mais tarde, todos passaram na sua igreja e fizeram o que nunca haviam feito antes: lembraram-se de visitar o aniversariante. Só depois foram para casa e saborearam uma ceia mais modesta. Ele termina dizendo que, além da emoção que viu no rosto das pessoas visitadas, o mais gratificante foi ouvir seu filho menor lhe dar um abraço e dizer: “Papai, este foi o Natal mais gostoso que passamos”.
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