Até umas duas décadas passadas, o povo aguardava com ansiedade o Carnaval, que além da folia de rua sempre oferecia os animados bailes nos diferentes salões da cidade, enfeitados por máscaras, confete e serpentina, além do cheiro de perfume no ar. De uns anos para cá, o movimento foi caindo, até chegar ao ponto de os clubes desistirem da promoção, que antes era a sua maior fonte de renda. Mudança de costumes, reforçada pela onda de violência, dentro e fora dos salões, são os fatores do afastamento dos foliões.
Na época dos animados carnavais na cidade, todos os clubes promoviam (e com sucesso de público): AEC, Clube de Campo, Bagres, Internacional, Luiz Gama e Sociedade Síria, entre outros. Agora, nenhum deles se arrisca a contratar uma banda, ficando reduzido este ano a 3 matinês para filhos de associados que a AEC-Castelinho vai fazer, assim mesmo no seu restaurante. Para quem gosta, resta apenas o modesto desfile de rua. Hoje em dia a opção é pelo descanso nos ranchos ou, quando muito, um passeio por uma das pequenas cidades da Região. Ou, ainda, ver o movimento dos grandes centros pela televisão. No sofá de casa.
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