Quero me despedir desta coluna social com fotos de francanos “invisíveis”, porque as pessoas não querem ver. Além das festas, das belezas, das alegrias, é preciso chamar a atenção para esses nossos concidadãos. Na coluna de hoje, além de minha foto de despedida, mostramos pessoas que fazem parte, sim, de nossa sociedade, mesmo que muitas vezes sejam marginalizadas, mas são iguais a todo mundo e têm o mesmo direito de estar aqui. Transcrevo as palavras do poema ‘Além da Imaginação’, de Ulisses Tavares: “Tem gente passando fome. E não é a fome que você imagina entre uma refeição e outra. Tem gente sentindo frio. E não é o frio que você imagina entre o chuveiro e a toalha. Tem gente muito doente. E não é a doença que você imagina entre a receita e a aspirina. Tem gente sem esperança. E não é o desalento que você imagina entre o pesadelo e o despertar. Tem gente pelos cantos. E não são os cantos que você imagina entre o passeio e a casa. Tem gente sem dinheiro. E não é a falta que você imagina entre o presente e a mesada. Tem gente pedindo ajuda. E não é aquela que você imagina entre a escola e a novela. Tem gente que existe e parece imaginação”.
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