O saudoso sanfoneiro Mario Giovanni Zandomeneghi, mais conhecido como Mário Zan, foi um do brasileiros que mais valorizaram as manifestações populares juninas. A música, a poesia, a devoção e o hábito de compartilhar os frutos da terra (o milho que vira pamonha e pipoca, a cana que vira quentão, o leite que vira doce) com os outros membros da comunidade são marcas do homem do campo brasileiro lembrados nos dias das festas dos santos do mês. O caipira, como são vulgarmente chamados os camponeses do interior do País, lembrava Mário Zan, está longe de ser aquele sujeito bobo e maltrapilho retratado pelo personagem Jeca Tatu, de Monteiro Lobato e ridicularizado nas “festas juninas” feitas na cidade em que os homens da cidade pintam bigodes desgrenhados e vestem roupas remendadas. O verdadeiro caipira, quando vai à festa de seu santo de devoção, põe sua melhor roupa. E celebra a vida, a colheita, a alegria. As festas juninas verdadeiras estão sendo resgatadas, numa valorização de nossa cultura, de nossas origens (afinal, os pais, avós ou bisavós de quase todo mundo vieram da roça) em belas festas pela cidade. Hoje a Insight mostra imagens de dois desses festivais de resgate de nossa tradição: a festa junina da Unifran e a quermesse de São Camilo de Lelis.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.