“Antes e depois”


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Parabéns! O GCN supera-se à cada dia como alta imprensa nacional do interior. Ah, se não fosse a qualidade opinativa das seções impressas e da programação (da Difusora), as três colinas (ainda) estariam incrustadas de cavernas da exclusão social. Vidas invisíveis (leia em http://www.comerciodafranca. com.br/materia.php?id= 53157) denuncia com substância, leve e respeitosa, aponta o cerne do desamor... a omissão cristã. A leitura da surpreendente foto de página inteira, ou ausência dela em idêntico espaço na edição seguinte (Vidas Descartáveis, disponível para leitura em http://www.comerciodafranca. com.br/materia.php?id=53209), é sinal de protesto. Naqueles momentos, certamente, todos os leitores assumiram a co-autoria da reportagem. O protesto é um ‘acorda sociedade civil’... é um ‘bate coração’ em ritmo de fraternidade servindo a um só Senhor. Haverá reação? Narev e o bispo diocesano D. Pedro Luiz já se uniram, em semente de auspiciosa esperança de recuperação de vidas e corações agindo com fé, graça e a paz de Jesus. Essa denúncia do Comércio da Franca é um marco divisório: faremos a leitura do antes e do depois das matérias. Certamente, a história da benemerência entre nós agora será diferente. A reportagem desse habitat desumano da Major Nicácio, em pleno jardim do Fórum, na ribalta do Teatro Municipal, pertinho da nave da Matriz das torres gêmeas – Nossa Senhora das Graças –, no meu coração, na UTI do hospital Regional, na sala de aula do Homero Alves, na janela da Procuradoria Federal, no quintal da Facef, na diretoria da Faculdade de Direito... É mais que denúncia! Aquela caverna é habitat da prepotência, habitat do desrespeito, habitat da desecologia da vida, habitat do desamor! Dez anos de abandono. Felizmente a douta Promotoria está a exigir ação dos responsáveis. Hoje, busca-se a reintegração de posse. Isso é pouco. Contemplado esse Direito legitimo, o que será das vidas? Vamos dar as mãos com nosso grito e alertar para que tomem providência, para que tomem consciência, pelo menos para escutar a nossa voz. Falar é fácil. Vidas condenadas esperam ações. O Comércio da Franca vem cumprindo com nobreza sua missão e certamente acompanhará os fatos. Narev, Diocese e Promotoria avançam em seus primeiros passos. Evoquemos a saudosa Madre Tereza de Calcutá: ‘Todos podem contribuir de alguma forma para que as coisas melhorem’. E então: vamos criar e construir o futuro? Só assim jamais descartaremos vidas invisíveis ao nosso coração. Wagner de Campos Professor aposentado - Franca - SP

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