‘A gente não pode ficar aqui para sempre’


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A comerciante Adriana França disse que, desde que sua casa foi tomada pela enchente, tem sobrevivido com a ajuda da Prefeitura, da igreja e de parentes. <b>Comércio da Franca</b> - Como está a situação da sua família? <b>Adriana França</b> - Está começando a ficar desagradável. Eu queria estar na minha casa. <b>Comércio</b> - Como é viver neste ambiente? <b>Adriana</b> - É estranho, muito estranho. Alguns dos meus filhos estudaram aqui e eu não vejo isso aqui como um lar. <b>Comércio</b> - Você perdeu a loja onde trabalhava com seu marido. E agora, o que estão fazendo? <b>Adriana</b> - Meu marido está procurando emprego. Deixou currículo nas fábricas. Ele também passou num concurso da Prefeitura (de serviços gerais), mas ainda não foi convocado. <b>Comércio</b> - E como vocês estão fazendo para se alimentar? <b>Adriana</b> - Quando eu preciso de leite, cesta básica, eu ligo para a Prefeitura e o pessoal me ajuda. A igreja também me deu um dinheiro, mas já acabou. Na semana passada, eu fui na borracharia do meu pai e pedi para ele comprar mistura e ele comprou. Cada semana é um novo desafio. <b>Comércio</b> - Qual seu maior desejo hoje? <b>Adriana</b> - É que resolvam essa situação logo. A gente não pode ficar aqui pelo resto da vida, esperando. Isso não é nosso.

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