<p style="TEXT-ALIGN: justify">Delcides Moreira da Silva, 47, é um apaixonado por Carnaval. A mesa de trabalho que ele ocupa em um pequeno cômodo na sua oficina de metalúrgica, na Vila São Sebastião, é um retrato dessa paixão. O troféu que sua escola, a Embaixadores da Estação, ganhou pelo terceiro lugar no desfile de 2009 é o único adereço sobre a mesa. Foi neste local que Delcides atendeu o Comércio para falar sobre o desfile apresentado neste ano por seis agremiações da cidade. Como presidente interino da União das Escolas de Samba de Franca, ele defendeu as escolas, a permanência da festa em Franca nos próximos anos, mas pediu apoio para melhorar as apresentações, especialmente do Poder Público. “A subvenção destinada às escolas poderia sair ao longo do ano. Poderia ser até como vale-compra de materiais porque ninguém vende fiado para as escolas de samba”, disse.</p>
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<div style="TEXT-ALIGN: justify">Envolvido com Carnaval desde os 15 anos, Delcides foi passista da Unidos da Cidade Nova e ritmista da Filhos de Gandhi. Aos 21 anos, passou a integrar a comunidade da Embaixadores da Estação, que ajudou a fundar e cuja sede está localizada, hoje, na Vila São Sebastião. Permaneceu por 17 anos como mestre de bateria e, nos últimos quatro, está no comando da escola.</div>
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<div style="TEXT-ALIGN: justify">Delcides sempre dividiu seu tempo entre o trabalho, a família (ele é casado e tem seis filhos) e o Carnaval. No mês que antecede os desfiles, sua oficina de portões se transforma em ateliê para costureiras e montadores dos carros alegóricos. Ele fecha literalmente as portas da empresa para se dedicar dia e noite à confecção dos figurinos que a Embaixadores vai levar para a passarela. Mesmo com tanto esforço, nunca conseguiu gritar a frase de “É campeã!”. Mas não desiste. Tem cinco títulos de acesso para o grupo Especial e, neste ano, conquistou o segundo lugar com a mesma pontuação da primeira colocada. Só não levou o prêmio porque nos critérios de desempate perdeu meio ponto na categoria mestre-sala e porta-bandeira.</div>
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<div style="TEXT-ALIGN: justify">Em 2010, ele viveu a experiência de presidir a União das Escolas de Samba de Franca e, pela primeira vez, respondeu pelas agremiações da cidade. Sentiu o gosto de liderar o Carnaval e, ao mesmo tempo, foi a vidraça para as críticas que surgem após os desfiles.</div>
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<div style="TEXT-ALIGN: justify">Apesar da paixão pela Embaixadores, ele falou pouco sobre sua escola durante a entrevista. Preferiu fazer declarações em nome de todas as agremiações. Na Embaixadores, ele também se despede da presidência em março, mas garante: “Vou continuar na minha escola e, em 2011, buscar a vitória que minha comunidade precisa”.</div>
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<div style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>Comércio da Franca - Na sua avaliação, o que as escolas apresentaram de diferente no desfile deste ano?</strong></div><strong>
<div style="TEXT-ALIGN: justify"><span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: normal"><strong>Delcides Moreira da Silva -</strong> Acredito que, além de muita garra, nós fizemos quase uma revolução no Carnaval de 2010. Isso porque continuamos recebendo uma subvenção que, para nós, representa de 70 a 80% dos gastos e, num pequeno prazo, montamos o Carnaval que, para mim, foi um dos melhores.</span></div></strong>
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<div style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>Comércio - O senhor acredita que houve injustiça na avaliação da sua escola neste ano?</strong></div><strong>
<div style="TEXT-ALIGN: justify"><span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: normal"><strong>Delcides Moreira -</strong> Não acho. Já critiquei muito a comissão julgadora e tive a oportunidade de buscar a justificativa para ver por que deram para a minha 9,5 em determinado quesito e não dez e a resposta foi coerente. Fiz um Carnaval de que o público gostou. O público elegeu a nossa escola campeã. Só que somos julgados tecnicamente e aí perdemos.</span></div></strong>
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<div style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>Comércio - O público aplaudiu muito a Império da Vila Formosa e ela ficou em 5º lugar. É bem distante das primeiras colocadas...</strong></div><strong>
<div style="TEXT-ALIGN: justify"><span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: normal"><strong>Delcides Moreira -</strong> Isso acontece. A Aliados da Santa Cruz fez no passado um carro maravilhoso, mas de repente alguém deixou um saco de lixo em cima do carro. O julgador não viu toda a beleza e não deu nota suficiente para o quesito alegoria. As escolas todas estão com as justificativas e viram por que não tiraram nota dez em determinados quesitos. Tenho certeza de que desta vez o pessoal julgou com mais coerência.</span></div></strong>
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<div style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>Comércio - Como explicar, depois de quatro anos consecutivos de desfiles, Franca ter escolas que saíram com um grupo de integrantes menor que o exigido e com espaços ociosos na passarela?</strong></div><strong>
<div style="TEXT-ALIGN: justify"><span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: normal"><strong>Delcides Moreira -</strong> Essa é uma deficiência que ainda existe e que eu gostaria de, como presidente interino da União das Escolas, ter ajudado a corrigir, mas não consegui. Acho que um dos caminhos é a escola ter comunidade. Se for a Embaixadores da Estação, ela sempre estará na Vila São Sebastião, contará com gente de <strong>Ribeirão Corrente</strong>, de <strong>Restinga</strong>, <strong>Cristais Paulista</strong>, mas a sua sede sempre estará no mesmo local. O mesmo podemos dizer da Aliados da Santa Cruz, que tem como referência a Praça Castelo Branco; da Filhos de Gandhi, no Leporace. São escolas que estão em comunidade e as pessoas sabem onde encontrá-las. Se ficar mudando, nunca vai conseguir formar uma comunidade. Talvez essa seja a ausência de pessoas em determinadas escolas.</span></div></strong>
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<div style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>Comércio - Falta envolvimento...</strong></div><strong>
<div style="TEXT-ALIGN: justify"><span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: normal"><strong>Delcides Moreira -</strong> Sim. Precisamos, mesmo estando em comunidade, acabar com o mito de que a escola é só do bairro. Eu preciso de pessoas de outros locais desfilando na minha escola. Para isso preciso abrir as portas.</span></div></strong>
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<div style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>Comércio - O que o senhor pretende fazer para atrair as pessoas para sua escola?</strong></div><strong>
<div style="TEXT-ALIGN: justify"><span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: normal"><strong>Delcides Moreira -</strong> Nós só iremos conseguir isso quando a Feac (Fundação de Esportes, Arte e Cultura) estiver mais envolvida e fazer uma parceria com a gente. Trabalhando o Carnaval durante todo o ano. Se ela nos ajudar a trazer coreógrafos para dar cursos, vai melhorar a apresentação. Se trouxer carnavalescos, seria muito bom. Eu, por exemplo, tenho um ótimo, mas ele é ótimo para mim. Nunca foi em São Paulo ou no Rio de Janeiro fazer um curso, nem mesmo em Batatais. Se a Feac trouxesse pessoas para ministrar cursos de mestre-sala, porta-bandeira, alegoria, adereços, tenho certeza de que nosso Carnaval iria crescer e investiríamos a pouca verba que recebemos de forma mais adequada.</span></div></strong>
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<div style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>Comércio - Falta apoio e incentivo por parte do Poder Público?</strong></div><strong>
<div style="TEXT-ALIGN: justify"><span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: normal"><strong>Delcides Moreira -</strong> Isso mesmo. No governo do Gilmar Dominici (PT), com todas as críticas, a Fundação Mário de Andrade trouxe bateria e coreógrafo da Vai-Vai e nós aprendemos muito. Esse aprendizado tem que ser todo ano.</span></div></strong>
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<div style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>Comércio - E as escolas? Elas não poderiam, ao longo do ano, também promover seus eventos para arrecadar fundo e não apenas esperar pelo Poder Público, que tem tantos outros problemas a resolver?</strong></div><strong>
<div style="TEXT-ALIGN: justify"><span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: normal"><strong>Delcides Moreira -</strong> Isso já é feito.</span></div></strong>
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<div style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>Comércio - É feito como? Por que não surtiu resultado ainda?</strong></div><strong>
<div style="TEXT-ALIGN: justify"><span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: normal"><strong>Delcides Moreira -</strong> Foi até bom você falar disso. As escolas de samba fizeram uma quermesse de quatro dias, num lugar nobre que é a Estação, onde hoje é a feira livre, montamos um circo, tivemos grande apoio de um distribuidor de bebidas e não conseguimos o resultado positivo que a gente queria por falta de divulgação. Nós gravávamos todos os anos o samba enredo. Um CD simples custava R$ 600 por escola para gravar. Em outros anos, saíamos entregando de rádio em rádio e não tocavam. Aí paramos de fazer e estamos cantando apenas com a comunidade na avenida. Então as dificuldades são grandes. Temos nossos erros, mas tenho certeza de que não são só nossos que fazem o Carnaval de Franca não engatar.</span></div></strong>
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<div style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>Comércio - O senhor citou apenas um evento que as escolas organizaram. Não deveriam ter feito mais? Os presidentes das escolas não podem se unir para tentar melhorar o resultado desses eventos ou buscar alternativas de arrecadação de verbas? </strong></div><strong>
<div style="TEXT-ALIGN: justify"><span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: normal"><strong>Delcides Moreira -</strong> Somos unidos, sim. Todas as segundas-feiras, durante todo o ano, nos reunimos na antiga gráfica do Lázaro Barato, às 18h30. Se você me disser que todos vão a todas as reuniões, eu estaria mentindo. Mas, das seis escolas que existem em Franca, no mínimo, cinco comparecem. </span></div></strong>
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<div style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>Comércio - As escolas que desfilaram no sábado reclamaram do som e se sentiram prejudicadas. O público também reclamou. Com tão poucas agremiações, não seria possível fazer um único desfile oficial e o público assistir ao espetáculo apenas uma vez e evitar situações como esta? </strong></div><strong>
<div style="TEXT-ALIGN: justify"><span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: normal"><strong>Delcides Moreira -</strong> Fui contra quando cortaram o desfile de todas as escolas na segunda-feira. Eu já cheguei para ver todas as escolas em um só dia e acredito que muita gente vai para isso. Mas uma das preocupações de não sair todas as agremiações em um único dia, é que elas vão usar o tempo máximo (1 hora). Aí, terminaríamos de madrugada.</span></div></strong>
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<div style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>Comércio - O senhor acha que o público não esperaria?</strong></div><strong>
<div style="TEXT-ALIGN: justify"><span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: normal"><strong>Delcides Moreira -</strong> Acho que não. O pessoal costuma levar crianças, muitos dependem de ônibus. </span></div></strong>
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<div style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>Comércio - Nos desfiles das capitais, as escolas atravessam o sambódromo (600 metros) em, no máximo, 1h20. Aqui em Franca são 500 metros e o desfile demora uma hora também. A diferença é que lá são mais de três mil foliões. Aqui não chegam a 300. Como explicar essa diferença?</strong></div><strong>
<div style="TEXT-ALIGN: justify"><span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: normal"><strong>Delcides Moreira -</strong> É uma cultura que precisamos melhorar. Precisávamos ensaiar na passarela, marcar o tempo certinho. Não temos noção de tempo ainda. Às vezes os integrantes fazem hora no início, entram devagar e tem que acelerar no final. As escolas de lá (São Paulo, Rio de Janeiro) estão habituadas a desfilar com passos cronometrados. </span></div></strong>
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<div style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>Comércio - E aqui. Por que isso não acontece?</strong></div><strong>
<div style="TEXT-ALIGN: justify"><span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: normal"><strong>Delcides Moreira -</strong> Neste sentido ainda estamos engatinhando no Carnaval.</span></div></strong>
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<div style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>Comércio - Franca continua engatinhando em outros pontos também? </strong></div><strong>
<div style="TEXT-ALIGN: justify"><span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: normal"><strong>Delcides Moreira -</strong> Não. Acho que estamos até a frente. Se você imaginar o que as escolas fizeram com uma verba de R$ 20 mil, R$ 16 mil e outra até sem verba, é muita coisa. Se você analisar o desfile de Batatais, com as escolas recebendo R$ 50 mil só de subsídio de Prefeitura, mais direito de emissora, jornal, camarote e patrocínio, Franca não fica longe em hipótese alguma.</span></div></strong>
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<div style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>Comércio - O senhor equipara, então, Franca com Batatais?</strong></div><strong>
<div style="TEXT-ALIGN: justify"><span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: normal"><strong>Delcides Moreira -</strong> As escolas de samba de Franca, que fizeram um desfile bom - não vou dizer ótimo porque a gente sabe que ainda deixamos a desejar e podemos melhorar muito -, se recebessem a mesma verba que as de Batatais, com certeza, iríamos empatar.</span></div></strong>
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<div style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>Comércio - Mas a Prefeitura investe em estrutura, som, jurados, enfim, está custeando o espetáculo. Não depende dos presidentes das escolas reivindicarem mais o que querem e precisam?</strong></div><strong>
<div style="TEXT-ALIGN: justify"><span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: normal"><strong>Delcides Moreira -</strong> Essa reivindicação é feita há mais de 15 anos. Tenho uma carta do dia 6 de abril de 2009 que protocolamos na Feac avaliando o evento do ano passado. Mostramos onde acertamos, onde a Feac acertou. Apontamos nossas deficiências, o que precisaríamos melhorar e no que precisaríamos ser ajudados. Eu só consegui ser recebido no final de novembro. Então, é impossível você conseguir acertar dessa forma. E é aí que eu falo da questão da parceria. Acredito que 60% de um bom desfile é responsabilidade das escolas, mas tem uma parte do Poder Público que tem que melhorar também. Falam em despesa de R$ 270 mil ou até mais, mas as escolas só receberam R$ 70 mil (ao todo) e são elas que fazem o show. É necessário estrutura, não resta dúvida, mas, se você não der ao artista o que ele precisa para um bom espetáculo, não adianta nada ter palco bom, iluminação boa, se o material humano que está lá não tem o que precisa.</span></div></strong>
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<div style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>Comércio - Mesmo diante de todas essas dificuldades, as escolas continuam batalhando para desfilar. Qual é a sensação de estar na avenida?</strong></div><strong>
<div style="TEXT-ALIGN: justify"><span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: normal"><strong>Delcides Moreira -</strong> De realização. Quando você fica o ano todo reunindo pessoal, pensando no desfile e acha que não vai dar, luta, faz evento. Já aconteceu com a gente de você ter R$ 800 em caixa e pensar num evento que pode lucrar R$ 2 mil. Ao final, você termina com R$ 400 de prejuízo. O sonho fica mais distante, mas você não desanima. E, quando você coloca a escola na avenida, todo sofrimento que você passou fica esquecido.</span></div></strong>
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<div style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>Comércio - O que a campeã e as primeiras colocadas ganham como premiação?</strong></div><strong>
<div style="TEXT-ALIGN: justify"><span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: normal"><strong>Delcides Moreira -</strong> Troféu. O primeiro lugar neste ano recebeu um troféu de um metro e meio que custou R$ 200 e os parabéns. Precisava ser uma premiação mais digna. Nós fazemos um campeonato de chácara no Jardim Pulicano e o troféu que entregamos tem 2 metros de altura, além de R$ 1,5 mil a R$ 1,8 mil em dinheiro e medalhas. As escolas desfilam porque gostam mesmo. A premiação é irrisória. </span></div></strong>
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<div style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>Comércio - E agora que o Carnaval terminou. O que passa pela sua cabeça?</strong></div><strong>
<div style="TEXT-ALIGN: justify"><span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: normal"><strong>Delcides Moreira -</strong> Mesmo a Embaixadores não tendo sido campeã, acho que a gente poderia ter feito um pouco melhor e levado a premiação. Nunca tivemos tão próximos do primeiro lugar. </span></div></strong>
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<div style="TEXT-ALIGN: justify"><strong>Comércio - Todo ano, sempre que o período de Carnaval se aproxima, há dúvida sobre a realização dos desfiles. Para o ano que vem, o que o senhor acredita que acontecerá?</strong></div><strong>
<div style="TEXT-ALIGN: justify"><span class="Apple-style-span" style="FONT-WEIGHT: normal"><strong>Delcides Moreira -</strong> Vamos permanecer fortes. Mas acho que as escolas precisam se organizar mais para não termos falta de integrantes, escolas atrasadas, com menos carros. Se todas se organizarem para dar um show na avenida, tenho certeza de que o pessoal vai apoiar.</span></div></strong>
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