Se você gosta de esportes de aventura, de ter contato com a natureza, belas praias como paisagem, conhecer lugares novos e, principalmente, não liga para luxos, como grandes hoteis - e até energia elétrica -, você acaba de encontrar seu próximo destino: o Pouso da Cajaíba, no litoral sul do Estado do Rio de Janeiro. O lugar é uma espécie de vilarejo com cerca de 200 habitantes que sobrevivem da pesca e do artesanato feito pelas mulheres da vila. A pouco mais de 230 quilômetros do Rio de Janeiro - e mais de 300 da capital paulista -, o Pouso da Cajaíba foi o lugar escolhida pelo francano Tiago Luís Lima e Silva para repor suas energias e encontrar-se com a natureza. A vila proporciona ao turista um encontro com o passado, já que a energia elétrica não chegou por lá e a única forma de iluminação encontrada é por meio de geradores e placas solares. Mas isso não é problema para quem elege o Pouso como destino. E, acredite, são muitas essas pessoas. A escuridão é um convite para apreciar a lua sobre o mar e as estrelas. A hospedagem na Cajaíba pode ser feita em casas simples para temporadas, com preços de até R$ 3 mil nos feriados prolongados, ou ainda em áreas de camping, como a Trilha do Peixe (a que Tiago escolheu), por até R$ 18 a diária. O francano, que é turismólogo e tem 27 anos, ficou um mês no Pouso da Cajaíba - entre 20 de dezembro e 20 de janeiro - e promete voltar pra lá ainda neste ano. O trajeto até a vila pode ser feito de carro ou ônibus até Paraty, no Rio, e de barco ou lancha até o vilarejo. Tiago recomenda que antes da viagem já esteja combinado o trajeto - que custa em média R$ 35 - até Cajaíba com um barqueiro. Os telefones para contato podem ser conseguidos no site www.pousodacajaiba.org.
Já na comunidade, os passeios e opções de lazer são muitos e vão desde trilhas a pé, com guias locais pelo meio da Mata Atlântica e até praias como a Martim de Sá, até passeios de barco de dia e à noite, tours de canoa, mergulho e pesca. A natureza é generosa e exuberante no Pouso da Cajaíba. Com um pouco de sorte é possível ver de perto golfinhos que vão nadar próximos à praia em busca das águas calmas da enseada.
Outro ponto destacado pelo francano que visitou o vilarejo é a culinária local, baseada em peixes. Nos restaurantes da praia, segundo Tiago, é possível comprar um prato feito por até R$ 15. Longe do mar o preço pode ser menor. Quem fica nas áreas de camping, como ele, pode cozinhar por ali mesmo, basta levar os alimentos e as panelas para o cozimento. Ele recomenda levar macarrão instantâneo e comum, molhos, arroz e feijão, e comprar na praia frutos do mar, peixe, camarão e lula. O quilo do peixe sai a R$ 10.
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