Em favor da Feiticeira!


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As medidas tomadas pela Prefeitura local em conjunto com sua Secretaria de Esportes, com relação ao futebol profissional da AA Francana, realmente saíram a contento do que pretendiam seus autores. Esvaziaram os vestiários das trouxas de roupas e demais apetrechos próprios para os atletas exercerem o seu ofício; proibiram os mesmos de pisarem no gramado até para treinarem, podendo fazê-lo apenas nos dias dos jogos em casa; deram uma piorada no gramado, lambuzaram as arquibancadas e numeradas com tinta/cal e para não serem obrigados a construírem mais sanitários, proibiram a venda de cerveja, em comum acordo com a Polícia Militar. Deu no que deu. O time não consegue vencer jogando em casa e a torcida não comparece mesmo tendo sido liberado o uso de radinhos de pilha e de guarda-chuva. Em contrapartida, vencem quando jogam fora dos seus domínios. Gozado, não? Dizem os entendidos que pontos ganhos jogando fora de casa conta-se em dobro. A partir daí é que passei a entender a razão daquelas medidas que até então julgava prejudiciais ao time. Fui obrigado a reconhecer que os administradores municipais realmente sabiam o que faziam. O saber não é para qualquer um não! Foi uma jogada de mestre que, com certeza, levará a nossa querida A. A. Francana para a quarta divisão do nosso futebol que é maior, convenhamos, que a primeira, no entender dos nossos políticos. Ai sim. Acabará de vez como, aliás, fez previsão brilhante um também assessor de esportes da Secretaria que citei no início desta manifestação. Alem do mais, temos que convir que se o futebol é realmente o ópio do povo, então estão certos aqueles senhores do setor público. Ópio é entorpecente e o seu combate é questão vital para a sobrevivência de nossa sociedade... Enfim, agora falando sério, resta-nos apenas lamentar toda a situação e registrar que, apesar de tudo isto e de todas estas lambanças em desfavor da Francana, ela reagirá e, hoje ou amanhã, como Fênix, ressurgirá para a vida. Enquanto isso, os que provocam ou tentam sua destruição, não viverão para ver o seu sucesso, porque, ou desapareceram por morderem a própria língua, ou serão apenas cinzas produzidas pelo fogo do inferno, que é o lugar dos maledicentes, como dispõe a Sagrada Escritura. Odorico Antônio Silva Advogado

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