Presença da PM espanta vendedores da Feira do Rolo


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<b>EXTINTA?</b> - Foto de arquivo mostra Feira do Rolo lotada na Avenida Francisco Marques. A feira costumava funcionar aos domingos, mas deixou de ser realizada
<b>EXTINTA?</b> - Foto de arquivo mostra Feira do Rolo lotada na Avenida Francisco Marques. A feira costumava funcionar aos domingos, mas deixou de ser realizada
A Feira do Rolo, uma das mais tradicionais de Franca, há um mês não é realizada. Desde que a Polícia Militar resolveu fiscalizar os produtos trocados e vendidos ali, os ambulantes simplesmente sumiram. Realizada sempre aos domingos pela manhã, a feira ocupava uma pequena praça na Avenida Francisco Marques, próximo à ponte da Rodovia Cândido Portinari, na Vila São Sebastião. O local agora vive às moscas. Tudo começou no mês de janeiro, quando a PM realizou duas fiscalizações no local. Em uma das operações, foram apreendidos produtos piratas e sem nota fiscal. Um homem procurado pela Justiça também foi preso. Depois das ações, não houve mais a feira. Normalmente, os ambulantes ficavam na praça durante quatro horas, vendendo desde itens novos como sapatos, roupas e eletrônicos até produtos antigos, inusitados como galinha caipira, cinzeiro, pneus, bolas, livros e outros. As mercadorias ficavam espalhadas em mesas ou sobre caixas, no chão ou nas mãos dos vendedores. Para alguns moradores do bairro, a feira está fazendo falta. “Tudo que não me servia em casa eu vendia ou trocava, como colchões, cadeiras e baralhos”, disse o aposentado, José Gomes, que comercializou objetos na feira durante dois anos para completar renda. A cada domingo, ele também conseguia em média R$ 30. “Dava para comprar uma mistura melhor no dia, era bom demais”, disse. O também aposentado, Sebastião Moura, frequentava a feira para rever os amigos e conversar. “Já troquei um relógio meu por outro mais novo. Mas eu ia mais para dar uma voltinha do que para trocar ou comprar alguma coisa”, disse. <b>SEM PERMISSÃO</b> Segundo a Prefeitura, a Feira do Rolo começou a ser fiscalizada porque não tem licença para funcionar naquele local e estaria comercializando produtos roubados. “A princípio era uma encontro informal, uma forma de lazer. Mas foi crescendo, virando comércio e sendo ocupada por produtos ilegais, precisando da intervenção da Polícia Militar”, disse o chefe de Fiscalização do Setor de Obras e Posturas do município, Ismael Xavier. Segundo Major Gomes, da Polícia Militar, as ações de fiscalização foram desencadeadas por denuncias de comércio de produtos furtados. “Nossa intenção é apenas cumprir a lei e coibir o crime. É o que fizemos naquele local”.

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