Conflito em diretoria atrapalha o futuro da modalidade em Franca


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<b>TEMPOS ATRÁS</b> - A meia Nenê carrega bola durante treino do futebol feminino em temporada passada. A jogadora demonstrou interesse em voltar a jogar na cidade
TEMPOS ATRÁS - A meia Nenê carrega bola durante treino do futebol feminino em temporada passada. A jogadora demonstrou interesse em voltar a jogar na cidade

Um jogo de interesses ou desorganização de diretoria pode tirar do futebol feminino de Franca a chance de disputar pela primeira vez a Copa do Brasil da categoria. O que credenciou a equipe para disputar a competição mais importante do país foi a terceira colocação no Campeonato Paulista de 2009. Em razão dos problemas extra-campo o sonho poderá se tornar pesadelo. No ano passado, entre o final de fevereiro e início de março, o elenco para a disputa do Campeonato Paulista feminino já estava formado. A pré-temporada teve início na primeira semana de março. Neste ano, até agora, o time não tem jogadora contratada. A técnica da equipe será Sílvia Roncari, que foi informada pela FEAC (Fundação Esporte Arte e Cultura), autarquia municipal que financia as modalidades amadoras da cidade, que estava no cargo apenas na última sexta-feira. "Estou realmente preocupada porque não fiz nenhum contato com jogadoras para montagem do time", alertou Sílvia. Enderson Barbosa, que treinava o time desde 2006, sendo o responsável pelo acesso da equipe para a divisão de elite do futebol paulista e pela classificação do time para a Copa do Brasil, foi desligado neste ano. Ele faz parte da rede municipal de ensino e voltou a dar aulas de educação física em escolas. Outro problema: no final de 2009 Ronaldo Donizete da Silva, presidente do Franca Esporte Clube - entidade que mantém o futebol feminino na cidade - renunciou. Antes disso, entregou uma procuração para Dalton Luiz Amorim, o "Foguinho", ex-técnico e presidente da Francana, para ficar no cargo dele. Com a procuração em mãos desde dezembro do ano passado, Foguinho tomou medidas administrativas. Uma delas foi registrar em cartório seu nome como presidente executivo do clube. Contudo a FEAC não o aceitou, alegando que ele não era sócio do clube, por isso não poderia ser presidente. Segundo o estatuto do Franca Esporte Clube é preciso ser sócio ao menos dois anos para se candidatar à presidência. O presidente do conselho deliberativo do FEC, Luiz Antonio de Barros, convocou, em edital publicado hoje no Comércio da Franca, assembleia geral para tratar de eleição no clube dia 27 deste mês. "A reunião foi convocada porque em dezembro do ano passado o Foguinho foi eleito como presidente de forma irregular", explicou Barros. Dalton Amorim foi ameno. Em entrevista, que não quis que fosse gravada, disse: "Vou aguardar a assembleia para falar alguma coisa. É bom que entendam que eu não quero ser empecilho para o futebol feminino", afirmou. O convênio da Fundação para o Esporte com o clube direcionou no ano passado R$ 211.081,60 para manter o futebol feminino e masculino.

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