O consumo de peixes em Franca para o período da Quaresma, que começou ontem para os católicos, deve ultrapassar as 56 toneladas. A informação é de três das quatro distribuidoras de peixes que atuam em Franca. O volume é 31% maior que em relação aos meses comuns e deve fazer a alegria dos vendedores do produto. No período de 40 dias (tempo que dura a Quaresma), a Igreja Católica orienta os fiéis a não consumir carne vermelha às quartas e sextas-feiras e, como alternativa, sugere o peixe.
Ontem pela manhã, a Peixaria Tambaqui, na Vila Nova, já registrava crescimento nas vendas. Católica praticante, a professora Isabel Figueiredo Delgado, 30, foi uma das consumidoras que foi até o estabelecimento em busca de um pescado para substituir a carne do almoço da Quarta-feira de Cinzas. “A gente segue o que é pedido na Igreja. É tradição na família trocar a carne pelo peixe pelo menos duas vezes na semana”, disse Isabel, que diz não ser adepta do produto em outras épocas do ano.
Para a proprietária Sirley Bernadineli, embora muitas pessoas não sejam frequentadoras de igreja, a tradição católica ainda é muito forte na cidade. “Não tenho do que reclamar. Em alguns dias da Quaresma, chego vender o dobro de um dia normal”. Até a Semana Santa, Sirley calcula que venderá cinco mil quilos de peixes como cascudo, curimba, mandiaçu, sardinha e merluza.
Supervisor de vendas de uma distribuidora de peixes, Francisco Carlos Monteverde diz que a grande presença de bares e restaurantes especializados em peixes também ajuda a elevar o consumo no período. “Tenho vendido bastante filé de salmão para os restaurantes, além de surubim e pintado”. Nesta temporada, ele espera ver as vendas de 3,5 toneladas semanais dobrarem na cidade.
Representante de uma marca de pescados embalados, Reginaldo Jacomini ressalta ainda que a facilidade no preparo e a praticidade na hora da alimentação (peixes sem espinhos) são outros fatores que favorecem o crescimento das vendas. “Temos pacotes práticos de 800 gramas e 400 gramas e estamos presentes em 200 pontos na cidade”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.