Carnaval não representou folga para muitos empregados das indústrias de calçados, curtumes e matrizarias da cidade. Boa parte das fábricas instaladas no Distrito Industrial não parou suas esteiras neste período de folia - que não é feriado, mas que deixa a cidade praticamente vazia. A reportagem circulou pelo bairro na tarde de ontem e constatou que, apesar do paradeiro nas ruas, muitas empresas estavam em ritmo normal de trabalho. Pelo menos onze, de catorze que foram visitadas no final do expediente, funcionaram durante todo o dia. Em algumas delas, apenas o setor administrativo parou.
A Amazonas manteve em funcionamento todas as unidades de produção. Sua equipe do setor comercial ficou de plantão. Na Calçados Carmen Steffens, apenas os funcionários do curtume folgaram. A linha de produção de sandálias e bolsas funcionou normalmente.
Na Tenny Wee, cerca de 700 funcionários, tanto da produção quanto do setor administrativo, trabalharam ontem e continuam hoje. As únicas exceções são alguns funcionários do setor administrativo que trabalham diretamente com movimentações bancárias e que foram liberados. A empresa informou que não é uma prática interromper as atividades no Carnaval.
Paulo Afonso Ribeiro, diretor do Sindicato dos Sapateiros de Franca, disse que a suspensão dos serviços nas fábricas de calçados se dá por intermédio de acordos entre empresários e funcionários. Geralmente é feito um acordo para a compensação de horas. Ele acredita que, com base no volume de ligações recebidas pelo sindicato nos últimos dias, poucas empresas de fato fecharam as portas neste Carnaval. “O que chegou de ligação até nós pedindo esclarecimento de como proceder foi muito pouco”, explica, complementando que é possível haver, em boa parte das empresas, setores de produção funcionando enquanto os administrativos estão parados.
Para os funcionários da produção, o jeito foi curtir a folia no final de semana. “Aproveitei muito na sexta-feira e sábado. Domingo foi dia de descansar para trabalhar na segunda. Não podemos reclamar. Graças a Deus temos serviço”, disse a pespontadeira Ângela Soares, 22.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.