Não passava das 10 horas, quando o novo bispo de Franca, Dom Pedro Luiz Stringhini, chegou ao subsolo do prédio inacabado da Avenida Major Nicácio. Acompanhado do padre Devair Araújo da Fonseca, dos seminaristas, Luciano da Silva Rosa e André Luiz Rodrigues e do casal, Maria Aparecida Dau e Ronaldo Dau, responsáveis pela clínica de reabilitação Narev (Núcleo de Apoio de Recuperação da Vida), Dom Pedro ouviu dos moradores do local a denúncia de que, na madrugada, foram atacados por policiais militares.
Os moradores disseram ao bispo que os policiais agiram covardemente contra eles. Dom Pedro ouviu os relatos, observou os ferimentos deixados nos corpos das oito pessoas atacadas e prometeu ajudar no que for possível. “Precisamos saber quem foram os responsáveis por essas agressões e tomar providências”.
Ao bispo, os moradores pediram emprego e uma casa. “Queremos sair daqui. O senhor veio trazer um emprego? Vai nos tirar daqui?”; perguntou um jovem de 21 anos. Dom Pedro respondeu que deve analisar a situação com calma e disse que deve ajudá-los.
Maria e Ronaldo, do Narev, também se mostraram dispostos a oferecer uma oportunidade. O casal conversou com as nove pessoas que estavam no local, somente um mostrou interesse: o jovem de 18 anos, viciado em crack. “Na semana que vem, vamos vir buscá-lo para fazer os exames necessários antes da internação em nossa clínica. Esperamos que ele consiga ter a força necessária para abandonar o vício e retomar a vida”.
Antes de ir embora, Dom Pedro fez questão de rezar o Pai Nosso e a Ave Maria e pediu proteção divina aos moradores do “piscinão”. “Não se trata de achar culpados. Mas, sim, reconhecer a responsabilidade de todos nós. A culpa da exclusão social é de todos nós. Não podemos nos omitir diante de uma situação como esta”, disse Dom Pedro.
A visita durou cerca de meia hora. Depois, o bispo seguiu para o seminário onde está hospedado e prometeu voltar mais vezes para acompanhar de perto a vida dos que moram no “piscinão”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.