Cada bolsa do ‘Adote’ é disputada por 4 candidatos


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Márcia de Almeida Costa, 26, é estagiária na Prefeitura de Franca. Trabalha das 11 às 17 horas e, à noite, cursa o segundo ano de Administração no Uni-Facef. Desde o primeiro ano, paga a faculdade. Em 2010, dos R$ 568 que ganhará com o estágio, terá de destinar R$ 550 para a mensalidade. Mas Márcia tem chance de conseguir ajuda de até R$ 250 por mês para pagar o curso superior. Ela é uma das candidatas que disputam as bolsas do programa Adote um universitário. Só que terá de “vencer” três concorrentes para conseguir o benefício. Neste ano, a Secretaria Municipal de Educação recebeu 559 inscritos e deve atender 130 bolsistas. Márcia está ansiosa e na torcida para ser contemplada. “Hoje em dia esse programa de bolsas é uma oportunidade importante para quem quer fazer um curso superior e não tem tantas facilidades para pagar. Pago minha faculdade sozinha e a ajuda seria muito boa”, disse ela. Aline Cristina Gomes, 30, vive a mesma expectativa de Márcia. Ela é aluna de serviço social da Ulbra (Universidade Luterana do Brasil) e no ano passado conseguiu bolsa de R$ 110 por mês do Adote um universitário para pagar o curso. “Ajudou bastante. Espero conseguir de novo. Apesar de ter muitos candidatos, espero estar inclusa novamente no programa”, disse. Aline trabalha como técnica de enfermagem e ganha R$ 750 de salário. “Pago aluguel, tenho um filho de nove anos e sou divorciada, por isso são muitas despesas. Só de aluguel são R$ 300 por mês”. Para saber se foram contemplados, os inscritos do ‘Adote’ terão de esperar as próximas etapas de seleção. Na segunda-feira, as assistentes sociais da Prefeitura iniciaram a pré-seleção dos inscritos. “Neste ano reestruturamos o processo e quem apresentou os documentos corretamente já será avaliado por alguns indicadores sociais nesta primeira etapa”, disse Juliana Pimenta, assistente social da Secretaria de Educação. Serão pré-classificados os universitários que atenderem aos critérios previstos no edital do programa. Dentre eles, estar matriculado na faculdade, ter renda per capita familiar de até um salário mínimo e meio (R$ 765), morar no município há pelo menos dois anos anteriores ao início da graduação e, caso tenha sido contemplado com bolsa do ‘Adote’ em 2009, não pode ter sido reprovado no curso nem ter se desclassificado por algum motivo grave. Após checagem se os inscritos atendem a esses critérios, será feita a análise socioeconômica. Se necessário, haverá visitas domiciliares pelas assistentes sociais. “Vamos fazer a análise por alguns indicadores socioeconômicos, como número de pessoas na família, renda familiar, situação de trabalho do aluno. Trabalhamos com um sistema de pontuação que quanto maior a necessidade social, maior o indicador e com isso aumenta a nota”. A lista dos pré-selecionados deve ser divulgada até março. O ‘Adote’ respeita a lei de cotas e destinará 25% das bolsas para estudantes negros e 5% para deficientes.

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