A Gol linhas aéreas foi condenada a pagar uma indenização de R$ 5,7 mil ao analista de sistemas Tales Mateus Pereira, 32, por causa de atraso injustificado de um vôo durante o apagão aéreo. Em dezembro de 2007, ele ficou no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, por mais de sete horas sem qualquer tipo de assistência da empresa. Seus advogados ingressaram com uma ação judicial por prejuízos e danos morais. Após sofrer derrotas em primeira e segunda instâncias, a Gol efetuou o pagamento ao cliente terça-feira.
Tales mora em Franca e viaja com frequência para prestar assistência a empresas na área de tecnologia da informação. No dia 14 de dezembro de 2007, deveria embarcar do Aeroporto de Congonhas com destino a Ribeirão Preto às 19h50. O desembarque estava previsto para as 20h40. O analista havia agendado e recebido antecipadamente por um serviço de migração de banco de dados em uma indústria de borracha de Franca para as 23h30.
O analista embarcou somente a 1 hora do dia 15 do Aeroporto de Guarulhos. Durante as seis horas em que ficou esperando, não teria recebido qualquer tipo de informação.
Em fevereiro de 2008, os advogados do analista ingressaram com uma ação no Fórum de Franca alegando que ele teve prejuízos financeiros e danos morais por causa do atraso. Cinco meses depois, a juíza Márcia Christina Teixeira Branco Mendonça deferiu parcialmente o pedido e condenou a Gol a indenizar o analista de sistemas. A empresa recorreu e, no mês passado, sofreu nova derrota, desta vez no Tribunal de Justiça.
Na tarde de terça-feira, a Gol fez o depósito em juízo e Tales sacou o dinheiro.
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