O “piscinão” está abandonado há mais de 10 anos. O local se transformou em perigosa área de lazer com a criação de peixes e moradia para andarilhos. Tomado por mato, ferragens velhas e com um poço de mais de sete metros de profundidade, a área foi alvo de inúmeras matérias produzidas pelo Comércio. Em 2007, o “piscinão” ficou conhecido em todo o País após o salvamento do garoto Gabriel pela mãe, Márcia Jerônima, quando o menino caiu na água. As imagens foram captadas pelo fotógrafo do Comércio, Tiago Brandão, e lhe renderam o Prêmio Esso de Fotografia.
Nos últimos anos, uma guarita que foi construída no local serviu de abrigo para moradores de rua. No mês passado a estrutura veio abaixo depois de inúmeras reclamações dos moradores das redondezas. Os responsáveis pela construção - que foi projetada para ser um edifício de 14 andares, com 28 apartamentos -ainda não têm projetos para a área. “Nós demolimos a casinha que havia lá e eles passaram a utilizar lona. Não tem jeito. Eles escolheram ali para ficar”, disse Antônio Carlos Martins Ribeiro, diretor da Habitat Imobiliária e Construtora. As obras foram paralisadas por causa da inadimplência dos condôminos. Com o passar do tempo, o subsolo do prédio foi inundado por uma nascente de água e se transformou no “piscinão”. Em 2008, a Habitat anunciou a retomada das obras, mas os planos não se concretizaram.
A secretária municipal de Urbanismo, Valéria Marson disse que há pouco que a Prefeitura possa fazer para resolver o problema. “A área é particular. Há um processo na Justiça para definir o destino do terreno. Enquanto isso, estamos impedidos de agir”, disse. O responsável pelo Abrigo Provisório, Adair de Carvalho, disse que são feitas visitas periódicas no local, mas que não pode retirá-los à força de lá.
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