DDM encerra caso de professor acusado de abusar de alunas


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Mais de três meses após a primeira denúncia - feita no fim de outubro de 2009 - o inquérito policial que apura o abuso sexual de um professor de 38 anos da rede estadual de ensino de Franca contra duas alunas pode finalmente ser aceito pela Justiça. O processo havia sido enviado ao Fórum pela polícia em novembro de 2009, mas foi devolvido à DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) para que novas informações fossem juntadas ao processo. Na última sexta-feira, a delegada Graciela David Ambrósio concluiu os pedidos feitos pelo Ministério Público e, pela segunda vez, remeteu o inquérito à Justiça. "Anexamos os documentos pedidos pelo promotor. Tivemos dificuldade para ouvir novamente uma das meninas, mas tudo foi feito dentro do prazo. Além disso, foi solicitada uma avaliação psicológica da garota que deve ser feita por uma equipe do próprio Fórum", revelou a delegada. A diretora regional de ensino, Ivani Marchesi, garantiu esta semana ao Comércio que o professor continuará afastado das salas de aula. Isso até que o processo seja julgado. O CASO Em outubro do ano passado, o professor foi indiciado pelo crime de estupro contra duas estudantes de apenas 11 anos. A primeira denúncia surgiu em setembro quando uma das vítimas contou à polícia que ele teria passado as mãos em seus seios durante um intervalo na escola. Testemunhas ouvidas no inquérito confirmaram a versão da garota. Uma semana depois outra aluna da mesma escola disse que também foi molestada sexualmente pelo docente. A menina relatou ter sido levada para uma sala vazia e lá praticado sexo oral no professor. O fato teria ocorrido em três oportunidades. Durante depoimento prestado à delegada na época, ele negou as acusações e disse nunca ter ficado sozinho com elas, mas reconheceu que chegou a presenteá-las com dinheiro e doces. Em entrevista a delegada considerou o depoimento contraditório. Após ser ouvido, o professor foi liberado para aguardar a decisão judicial em liberdade. Caso seja condenado, poderá cumprir pena de 12 anos de cadeia.

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