PM sofre ataques durante operações


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CONCLUSÃO - O capitão Lídio descartou ação coordenada contra os policiais militares
CONCLUSÃO - O capitão Lídio descartou ação coordenada contra os policiais militares
Nos últimos dias policiais militares têm sido alvos de ataques durante abordagens. Em menos de 30 dias, foram quatro ocorrências registradas onde soldados da PM acabaram hostilizados durante o trabalho. Os confrontos ocorreram entre os dias 9 de janeiro e 7 de fevereiro. Em alguns casos viaturas foram danificadas e militares ficaram feridos. O último grave confronto entre policiais e suspeitos aconteceu na noite de domingo no Parque Vicente Leporace. Um soldado ficou ferido após levar uma pedrada no rosto. Para o capitão Lídio Guariglia Costa Júnior, coordenador operacional do 15º Batalhão da PM, os ataques têm sido originados por vândalos e criminosos. Eles "inflamam" grupos de pessoas contra os policiais, com objetivo de inibir as ações da Corporação em determinados locais da cidade. Dos quatro casos registrados neste ano, três aconteceram em pontos onde a polícia tem agido com maior intensidade na fiscalização do trânsito ou no combate ao consumo de álcool e drogas. Os focos foram verificados nas Avenidas Champagnat, na Vila Industrial e Abrahão Brickman, no Parque Vicente Leporace. Locais com grande concentração de jovens, muitas vezes fazendo uso de bebida alcoolica e até entorpecente. "Ao crime interessa uma sociedade desorganizada. O crime é organizado, onde a sociedade é desorganizada", disse Lídio. No último ataque, dia 7 de fevereiro, contra policiais, onde um soldado ficou ferido, a confusão teve início por volta das 23 horas durante a "Operação Direção Segura". A polícia pretendia desobstruir a via tomada por jovens e fiscalizar motoristas embriagados na Avenida Abrahão Brickman, no Leporace. Durante a fiscalização, diversas pedras foram arremessadas contra os policiais e suas viaturas. Um soldado foi atingido no rosto. Doze pessoas, entre elas cinco adolescentes, foram levadas para a delegacia e acusadas de envolvimento na confusão. O bairro foi palco no dia 24 de janeiro de outra confusão. No mesmo local a polícia foi hostilizada e teve dificuldades para controlar um tumulto. Em 9 de janeiro, na Avenida Champagnat, uma viatura teve o vidro quebrado por garrafas arremessadas por pessoas aglomeradas na via. Ninguém foi preso. Minutos antes aconteceu no local a "Operação Direção Segura". Outro caso grave ocorreu no último dia 19 de janeiro. Soldados tiveram trabalho para conter vândalos no Jardim Aeroporto IV. Os policiais entraram em confronto com um grupo de moradores que começou a xingar os PMs. Para controlar a confusão foi necessário o apoio da Força Tática que fez uso inclusive de bombas de efeito moral e até efetuou disparos de tiros de borracha. Dois sapateiros foram detidos tentando jogar pedras contra os soldados, mas acabaram liberados posteriormente. "É um caso isolado. Naquele dia a polícia foi atender uma briga de casal e uma pessoa que não tinha nada com a situação, quis questionar a ação policial tentando impedir que se resolvesse o problema. Então ocorreu o tumulto", disse Lídio. Mesmo com a incidência dos ataques contra viaturas e soldados da PM, o coordenador operacional do 15º Batalhão, disse que manterá as ações nos mesmos moldes.

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