Uma das fontes de renda do mosteiro de Claraval (MG) é a recém inaugurada padaria. Montada em uma antiga garagem, ela começou a funcionar neste ano e, por enquanto, só abre ao público no período da manhã. Irmão Afonso, 57, aluno da primeira turma do curso técnico de gastronomia da Unifran (Universidade de Franca), é o padeiro oficial. Por dia, ele produz 120 pães. Uma parte é separada para o consumo interno dos monges e a outra parcela vendida por R$ 0,25 cada unidade.
Os pães são preparados de véspera. Irmão Afonso, que quando era Hélio foi sócio de um restaurante (os monges mudam de nome ao entrar no mosteiro), tem a ajuda de irmão Guilherme para deixar organizadas todas as assadeiras que serão levadas ao forno na manhã seguinte, antes de o sol nascer.
Além do tradicional pão francês, o monge, que é diabético, também prepara pão doce, bolacha de nata, broa de fubá, biscoito, bolos e roscas. “É uma padaria de pequeno porte, mas já pensamos em aumentar a produção e futuramente trabalhar com o mercado francano”, diz irmão Afonso, que durante oito anos foi responsável pela cozinha do mosteiro. “O pão é bom, excelente”, elogia o comerciante Antônio Casteliani Mazza, cliente da padaria.
Para o monge, a escolha de montar uma padaria foi estratégica. “É o caminho para a independência econômica. Quem produz alimento não tem crise”.
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