Está cumprida a missão?


| Tempo de leitura: 3 min
Quando a mulher passa a ser mãe, não deixa de ser mulher. E mulher de verdade quer estar bonita, elegante, cheirosa. Ocorre que muitas delas acabam se descuidando da aparência. Fica aquela impressão de que, uma vez fisgado o marido, está cumprida a missão. Ela parece que perde a vaidade. Não pode ser assim. O casamento não é o fim. Não é raro a mulher ser despreocupada com a aparência quando está em casa, mas embonecar-se toda quando sai, ou seja, não se importa em ficar bonita para o marido, mas não quer parecer feia para o resto do mundo. Tem casos em que a mulher se desleixa geral, e com isso o marido se distancia. Assim, quando a mulher enaltece o marido dizendo que ele é trabalhador e bom pai, mas reclama de que não dá a ela a atenção que ela deseja, é preciso ver se é ele que não se aproxima ou se é ela que não o atrai. A mulher deixa de exercer atração, de ser desejada, quando perde a feminilidade. E isso nada tem a ver com idade. Não dá para ficar eternamente jovem, mas é possível manter aquela chama, aquela delicadeza própria da alma feminina. O homem também não pode se relaxar; deve cuidar da saúde, do corpo, da aparência, ter hábitos saudáveis, além, obviamente, de tratar a mulher como ela deseja ser tratada. É utopia pensar que não há desentendimentos entre marido e mulher. Há. Mas devem ser resolvidos de forma conciliatória e rápida. Isso fica mais fácil se o casal tem real compreensão do que é o casamento e do que está em jogo. Casamento é união. Ninguém casa para ter solidão, para ser infeliz. Passar por momentos tristes todo casal passa, mas que seja por razões alheias à sua vontade. O casamento tem de ser uma relação intensa e bela, que perdura, não uma coisa que se atura, não uma eterna querela. Muitas coisas podem causar brigas e desentendimentos. Divergências sobre assuntos ligados aos filhos, ao lar, às finanças, questões pessoais. É comum o tempo fechar por causa da má vontade ou insociabilidade de um cônjuge com a família do outro. Um exemplo: uma irmã dele liga e diz que vem com o marido e as filhas para o Natal. Ele fica feliz, pois é sua irmã, são suas sobrinhas. Só que, ao contar à mulher, esta nem termina de ouvir e já diz que não, que devia ter sido consultada antes, não vai passar o tempo na cozinha, que não quer nem saber, ou seja, revela que não absorveu o espírito do casamento. Se um não pode contar com o outro numa situação dessas é porque o amor já era. Se o casal se dá bem, um não vai querer jogar o outro contra a própria família. Afinal, antes dela entrar na vida dele, ele já tinha família. Tudo pode ser superado ou, melhor ainda, evitado se cada um tiver consciência do que é que está em jogo e é mais importante. A visão e compreensão das coisas precisa ser ampla. Se os cônjuges têm real noção da grandiosidade do casamento e da importância de um para o outro, os problemas e dificuldades são enfrentados na boa e, ao invés de abalar, fortalecem a união. Unidos nos bons e nos maus momentos, não foi o compromisso que assumiram? Certas barras os cônjuges têm de enfrentar juntos, com apoio mútuo, em vez de um empurrar para o outro. É incrível como se ganha forças ao ouvir: `pode contar comigo, estou com você nessa`. Casal unido, haja o que houver, não pede arrego, não desanima, morro abaixo, morro acima, na pertinácia, no apego, limão galego fica doce, vira laranja-lima. Paulo Pereira da Costa Promotor de Justiça e autor do livro Pensando na Vida – paulopereiracosta@uol.com.br

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários