Qual foi a última vez que você se vacinou? Certamente muita gente responde prontamente que não se lembra, pois foi ainda na infância. Mas saiba que a vacinação deve fazer parte também da rotina de jovens e adultos, que têm à disposição uma série de imunobiológicos que podem ser encontrados na rede pública. Para se proteger contra difteria, tétano e coqueluche, por exemplo, o esquema de vacinação começa no primeiro ano de vida e é feito com três doses (aos dois, quatro e seis meses), mais um reforço aos 15 meses e outro entre quatro e seis anos de idade. A partir daí, a cada 10 anos, deve ser feito um reforço com dT (vacina contra tétano e difteria, adequada para adultos). Para quem seguiu o calendário corretamente, a nova dose deveria ser aplicada entre 14 e 16 anos. Mas nem sempre é o que acontece. Ciente de que há um calendário específico para essa faixa etária, a auxiliar administrativa Bethânia Vieira Cavalheiro, 24, conta que a depender de seu empenho, rubéola, febre amarela, hepatite B e muitas outras doenças passarão longe de seu corpo. “É uma preocupação que tenho, estou sempre atenta e devidamente em dia com as minhas vacinas”, disse, explicando que a última aplicação que recebeu foi a tríplice-viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola ao mesmo tempo. Mas o hábito de Bethânia não é comum, segundo a farmacêutica Luciana Nazar Maluf, secretária de Saúde de Batatais. Ela explica que muitos jovens pensam que a vacinação é restrita à fase infantil e deixam de se proteger. “Não é comum que o adolescente e o jovem se preocupem. Aos 15 anos tem o reforço da vacina tríplice viral, mas mãe e filho muitas vezes não se lembram disso. Outra questão: tem muita gente na faixa dos 40 e 50 anos que tem hepatite B porque na época da adolescência a vacina não era disponibilizada. Mas agora tem a vacina e os jovens deveriam aderir. É importante estar sempre atento à atualização do cartão de vacinas”, disse a secretária. A estudante Angélica Teixeira, 21, é outra que se diz preocupada com a prevenção. Mas há pouco tempo. “Fui tomar vacina contra febre-amarela no ano passado e descobri que tinha que tomar outras. Depois passei a prestar mais atenção”, disse ela, demonstrando estar atenta, mas nem tanto: não se lembra do nome das tais vacinas que faltavam em seu cartão.
Veja o quadro abaixo:
GRIPE A
Jovens de 20 a 29 anos terão um período exclusivo para imunização contra a gripe influenza A (H1N1), conhecida como gripe suína. Pessoas que estejam nesta faixa etária receberão a vacina entre os dias 5 e 23 de abril próximo, conforme anunciou esta semana o Ministério da Saúde. A vacina não será para todo mundo. A imunização será dividida em seis grupos e será realizada em quatro etapas, dos meses de março a maio (cada uma para um público distinto). O governo pretende vacinar 62 milhões de pessoas.
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