Menino de 7 anos quer voltar a correr


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<b>LIMITAÇÕES</b> - Bryan Alves Ribeiro, 7, perdeu o movimento no pé direito aos quatro anos de idade. Problema está afetando a perna do menino que começou a atrofiar
<b>LIMITAÇÕES</b> - Bryan Alves Ribeiro, 7, perdeu o movimento no pé direito aos quatro anos de idade. Problema está afetando a perna do menino que começou a atrofiar
Até os quatro anos, Bryan Alves Ribeiro jogava bola, corria e brincava como todas as crianças da sua idade. Hoje, com sete, suas atividades são limitadas. Seu pé direito não tem movimento e é deformado. O problema atingiu a perna que começou a atrofiar e está ficando mais curta que a esquerda. O pai do menino, Igor Ribeiro Lopes, 30, teme que Bryan desenvolva sérios problemas na coluna. Sem condições de arcar com as despesas de uma cirurgia para o filho, Igor pede ajuda. "Só quero ver o pé dele voltar ao normal. Quero que ele saiba que fiz tudo que podia para ajudá-lo", disse Igor. Tímido, Bryan é de poucas palavras, mas sonha voltar a correr e brincar com os amigos. "Hoje só jogo bola com meu pai". O problema de Bryan surgiu em agosto de 2006, depois que ele tomou uma injeção no Pronto-socorro Infantil. Segundo Igor, o medicamento seria apenas para cortar o vômito. Quando chegaram em casa, os pais do menino notaram que ele tinha dificuldade para andar. Voltaram à unidade de saúde e foram informados de que poderia ser uma reação à injeção, mas que logo passaria. Não passou. "Ele não se equilibrava do mesmo jeito sobre os pés. Parecia que havia sofrido um AVC (Acidente Vascular Cerebral). Vi que era sério e comecei a pagar convênio médico, mas não consegui manter por muito tempo", explicou o pai. Bryan teve acompanhamento de um ortopedista por mais de dois anos, período em que o pai pôde pagar convênio médico. Passou a usar um tutor (espécie de prótese) e fazer sessões de fisioterapia na clínica Hospital do Coração, pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Há quatro meses, o tratamento foi suspenso. Segundo o pai, a profissional que atendia o garoto alegou que o quadro não teria evolução e que a clínica não realiza tratamento de manutenção. Para piorar a situação, a prótese -que custa em torno de R$ 170 - quebrou e o problema vem se agravando a cada dia. Igor trabalha como pespontador. Tem salário de R$ 800. Sua mulher, Adriana Alves, começou a trabalhar recentemente porque antes dedicava seu tempo exclusivamente ao filho. O orçamento apertado cobre, além das despesas de casa, o aluguel de R$ 250. Com poucos recursos, a família nunca conseguiu um exame mais detalhado sobre a real situação de Bryan. "Meu filho não nasceu assim. Eu realmente não tenho conhecimento do que a medicina poderia fazer, mas creio que há recursos". <b>AÇÃO NA JUSTIÇA</b> A família de Bryan entrou com ação na Justiça contra a Prefeitura para que ela assuma todas as despesas do tratamento do garoto, mas ainda não há resultado. A advogada Márcia Minuta está acompanhando o caso e disse que a primeira audiência de instrução e julgamento está marcada para 2 de março. No processo, ela pleiteou o tratamento do garoto, além de salário como pagamento por danos morais. Procurado, o secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, disse que a Prefeitura vem acompanhando o caso e prestando assistência (leia mais no apoio). A família confirmou que as sessões de fisioterapia serão retomadas, mas gostaria que algum outro procedimento mais eficaz pudesse ser adotado. "O momento de recuperação do Bryan é agora, enquanto ele ainda é criança e está em desenvolvimento", disse a mãe Adriana.

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