De toda a infraestrutura de uma cidade, o transporte é um dos elementos que mais produzem efeitos sobre seu desenvolvimento e provocam mudanças no cenário urbano. Franca está entre as 50 cidades com maior frota de veículos no País. Hoje são 169.322 mil veículos, equivalente a um carro para cada 2 habitantes. E a influência que esse volume de carros e motos e xerce no cenário urbano é bem clara.
A forte ligação do francano com veículos vem de longe. Há cerca de 80 anos, por volta de 1920, a cidade recebia a primeira agência para revenda de veículos. Desde então, os negócios envolvendo carros e motos e os problemas de trânsito não pararam de crescer. Franca tem hoje cerca de 285 agências na cidade. Só no ano 2009 foram inauguradas quatro revendas. Crédito fácil, redução do IPI, momento de expansão urbana, com transporte público caro e ainda deficiente em horários de pico, colaboram para que a atração do francano por um veículo próprio aumente. Assim, instala-se o caos entre motos, bicicletas e automóveis e pedestres e o problema de trânsito se agrava.
“O clássico e aborrecido lombo do burrico a nos transportar léguas e léguas irá sendo morosamente substituído pelas macias almofadas do moderno meio de locomoção: o automóvel”, dizia trecho publicado em 1919 no <b>Comércio</b> que mostra indícios de transformações no trânsito da cidade que, na ocasião, contava com poucas ruas que cortavam o Centro. Concebidas para passarem carroças, eram e - continuam sendo - estreitas.
Nesse período surgem as primeiras preocupações das autoridades locais com relação à regulamentação do trânsito. As ruas mais movimentadas eram a Santa Ephigenia (atual Gal. Osório, que também era conhecida por Rua dos Bondes) e a Rua da Estação (atual Voluntários da Franca). Para descongestionar o tráfego, abriu-se a General Telles. Para a época, o número de veículos era interessante, mas não era nem sombra do que viria a se tornar. A evolução impressiona. Em 1926 a cidade contava com 576 veículos (esse era o número da última placa emitida pela prefeitura naquele ano). Cinquenta anos se passaram e, em 1975, manchetava o <b>Comércio</b>: “Até julho 10 mil veículos estarão circulando na cidade”. Em 1984 a cidade contava com uma frota de 25 mil veículos. Pouco mais de 25 anos depois este número cresceu para os atuais 170 mil, ou seja, quase sete vezes mais. E os problemas de trânsito, igualmente, continuam se multiplicando.
<b>Veja abaixo:</b>
<p style="text-align: center;"><a target="_blank" href="http://gcncomunica.files.wordpress.com/2010/02/a10-premio-gcn-andreia-carros-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3328" title="arte/comerciodafranca" src="http://gcncomunica.files.wordpress.com/2010/02/a10-premio-gcn-andreia-carros-1.jpg" alt="" width="300" height="824" /></a></p>
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