Muitos veículos nas ruas e um problema a ser resolvido


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Crédito fácil, muitos veículos nas ruas, motoristas novos e um sistema viário insatisfatório para atender às novas necessidades de uma cidade que expandiu muito. Se instala o caos. O mercado de automóveis tem presença marcante em Franca. São 285 revendas de automóvel na cidade, sendo 13 concessionárias autorizadas de marcas, 783 oficinas mecânicas, 547 autopeças e 55 lojas de peças de motos, segundo números fornecidos pelo setor de cadastro de tributação da Prefeitura. O mercado movimenta renda e gera emprego para dar conta da demanda exigida pelas necessidades de quem possui ou deseja possuir um veículo. Mas até quando a estrutura atual de Franca suportará? Quando o Instituto Datalink pesquisou a avaliação sobre a administração do prefeito Sidnei Rocha (PSDB) em 2007, a população deu-lhe nota de aprovação pelo recapeamento das ruas e reclamava pela falta de sinalização. Em 2005, a mesma população louvava o desligamento dos radares e a recuperação da Avenida Doutor Hélio Palermo, um serviço que parece não acabar nunca. O poder municipal fez o recapeamento de vias, asfaltamento de dois bairros, contratou uma empresa terceirizada que executa a sinalização aérea e terrestre, ajudando assim a advertir e disciplinar melhor o trânsito da cidade. Outras medidas de bom impacto segundo o responsável pela segurança e trânsito no município, Tenente Sergio Buranelli, foram a colocação do semáforo na Avenida Doutor Ismael Alonso y Alonso próximo ao supermercado Savegnago, a inversão de preferencial exclusiva na Rua Ângelo Pedro e Saldanha Marinho, próximas ao local, e implantação de mão única na Avenida Santa Cruz, sob o protesto dos comerciantes que se sensibilizaram com a pequena largura para uma via de mão dupla com estacionamento de ambos os lados, numa área próxima a duas escolas. Também a abertura da Avenida Alagoas, ligando a região da Avenida Adhemar de Barros e Brasil a diversos bairros na zona leste. Agora é necessário que os motoristas façam melhor aproveitamento da malha viária, optando por rotas alternativas e evitando regiões com grande fluxo, como, por exemplo, próximo ao fórum onde todos concordam que deve ser feita uma ponte na Avenida Major Nicácio sobre a Avenida Ismael Alonso Y Alonso, bem como na rotatória da Avenida Champagnat. Segundo tenente Buranelli, o custo alto impossibilita. Apesar de já haverem sido feitos estudos e projetos, dependeria de liberação de verba federal. O prefeito Sidnei Rocha disse que não há como o município fazê-lo, a menos que melhorasse a arrecadação. Na Avenida Major Nicácio, já foi aferida em horário de pico (entre 17 e 18 horas) a passagem de 25 mil veículos. <b>MAIS PREOCUPAÇÕES</b> Outra via que causa preocupação é a Avenida Brasil. Ali, também futuramente a solução viável seria implantação de mão única, que o digam pedestres que tentam atravessá-la em algum ponto. A resistência tende a ser grande pela extensão da avenida e volume de comerciantes ali concentrados. O Distrito Industrial é outro ponto nevrálgico por ocasião do encerramento de expediente, onde verifica-se certa lentidão entre 16h30 e 17h20, ônibus e demais veículos no encerramento do turno das fábricas tentam se alternar na rotatória do Bairro São Joaquim, onde já existe o semáforo para disciplinar o transito. Repensar o modelo de infraestrutura e transporte da cidade para melhorar a qualidade de vida do estudante das faculdades no entorno do Fórum, do operário que deixa a fábrica no final do expediente, das mães que buscam seus filhos nas escolas, do aposentado e do portador de necessidades que conquistou o benefício do passe livre no transporte coletivo, dos motoristas estressados que se espremem nas marginais. Repensar para a preservação ambiental, para a segurança no trânsito e para acessibilidade de todos os cidadãos francanos: eis o desafio que merece a mobilização e discussão e principalmente ação que envolva a todos os interessados.

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