Perícia atende 7,8 mil casos em 2009


| Tempo de leitura: 2 min
<b>NA LIDA</b> - Os peritos Edmilson Martins e Fernando Celso Guimarães Júnior mostram equipamentos utilizados nas cenas do crime
<b>NA LIDA</b> - Os peritos Edmilson Martins e Fernando Celso Guimarães Júnior mostram equipamentos utilizados nas cenas do crime
Desvendar um crime a partir das gotas de sangue lavadas; de uma digital não visível; de um fio de cabelo; da posição de um móvel; das pegadas no chão; da freada de um veículo ou da posição em que ele parou. Esse é um desafio diário para os doze peritos criminais que atuam em Franca. Sozinhos, eles atenderam 7.844 casos no ano passado. O número é 10% maior que o registrado em 2008. Do total das ocorrências, a perícia conseguiu expedir 6.502 laudos. Os demais casos continuam sob investigação. A ação dos profissionais, quase nunca percebida na cena de um crime, é imprescindível para que a polícia solucione um caso. Em busca de vestígios que apontem a verdade dos fatos, eles atendem a uma gama de crimes do código penal: crimes contra vida, patrimônio, furto, roubo, crimes ambientais, acidente do trabalho, de engenharia estão entre eles. Os mais comuns, segundo os próprios peritos, são furtos e roubos. “Mas são os crimes de apelo popular, como os assassinato, que demandam maior tempo e desgaste de trabalho”, disse o perito Edmilson Martins. <b>FERRAMENTA</b> O <b>Comércio</b> teve acesso às ferramentas utilizadas pelos profissionais na cena do crime. Embora não tenham o aparato dos filmes americanos, eles contam com bons recursos na busca de provas técnicas e análise de vestígios. Coletam digitais visíveis e não visíveis, usam produtos para detectar manchas de sangue (luminol) e são treinados para descobrir a quanto tempo uma pessoa morreu por meio de análise da temperatura e moscas no corpo. Pela freada de um carro e o impacto que ele causou na batida, também é possível descobrir qual era sua velocidade mínima no momento do acidente. Embora importante, todo esse trabalho ainda é mantido sob reservas. “A gente não fala sobre casos que atendemos sem antes ter expedido o laudo, sem ter dado conhecimento do caso ao julgador. Faz parte da prática policial. Somente as autoridades que estão cuidando da investigação ou vão julgá-la que estão habilitadas a se manifestar com relação a isso”, disse Edmilson. <b>ÁREA DE ATUAÇÃO</b> Franca é a base da perícia criminal de outras nove cidades da região (Batatais, Ribeirão Corrente, Patrocínio Paulista, São José da Bela Vista, Cristais Paulista, Pedregulho, Rifaina, Itirapuã e Restinga). “São aproximadamente 420 mil habitantes e uma área de 4,1 mil quilômetros quadrados. É muito trabalho”, disse Martins.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários