Para o aposentado Milton Lemos, 68, a praça em frente a sua casa, na Rua Ewerton Paula Merlino, está longe de ser um refúgio de descanso e lazer. Todos os dias e noites, Milton diz ver de sua sacada pelo menos cinco indivíduos, que ele acredita serem traficantes e usuários de drogas, na prática do comércio ilegal. Ele observa tudo atentamente para que nenhum negocie ou use entorpecentes na porta de sua casa. “Tenho que ficar de prontidão. Não tenho medo deles e preciso defender minha família”, disse Milton, que mora há 40 anos no mesmo endereço junto com a mulher.
Quando Milton diz se defender, ele leva a ação ao pé da letra. O aposentado tem a coragem de gritar e enfrentar os maus elementos quando eles sentam na porta de sua casa para badernar, tocam a campainha, chutam o portão e se acomodam na marquise do sobrado. “Não adianta mais ligar para a polícia. Aqui é a gente que tem que resolver”, disse Milton, sobre a insegurança de morar do lado de um ponto de venda e consumo de drogas.
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