A insegurança e o medo não se limitam apenas a quem mora naquela região da Vila Santa Cruz. As pessoas que precisam frequentar a área para trabalhar também sofrem. É o que diz Andreia Siqueira, 35, que trabalha como acompanhante de um casal de idosos (a mulher tem 71 e o homem 80) há cinco anos. Para preservar a própria segurança e a dos patrões, Andreia só trabalha com todas as portas e janelas da casa trancadas. Para ela, a situação está crítica. “Está muito complicado. É impossível não se assustar com um toque de campainha ou uma batida mais forte no portão”.
Há pouco tempo, uma perseguição policial deixou os idosos assustados. Um usuário de droga que fugia da polícia invadiu, pulando os muros, a varanda da casa do casal. Andreia fica apenas durante o dia na casa dos patrões e, por isso, teme a segurança e a saúde no período em que se ausenta. “Eles já têm uma idade avançada, problemas de saúde e não podem viver na angústia da insegurança”.
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