Esquema teria como objetivo conseguir R$ 1,2 milhão


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De acordo com o Ministério Público, o esquema para fraudar a licitação e superfaturar as obras no Córrego dos Bagres envolveria os servidores públicos e duas empresas do ramo de construção civil. Com a exceção de Caetano Perobelli, responsável pela Copel, todos tinham ligação entre si. O promotor Paulo Borges afirmou, na ação, que o ex-secretário Wilson Teixeira comandava o grupo com o objetivo de desviar recursos da Prefeitura. O esquema fraudulento começou na hora de escolher a empresa responsável pela avaliação dos custos para executar a obra. A vencedora foi a Betontest, cuja dona é Thaísa Franceschi, mulher do engenheiro da Prefeitura, Marco Antônio Franceschi, que realizava os orçamentos das obras. A firma venceu a tomada de preços, que previa um teto de R$ 40 mil, com uma proposta de R$ 39,8 mil, e elaborou um projeto que custaria R$ 4,2 milhões aos cofres públicos. Ainda segundo a promotoria, a FFC Engenharia e Construções LTDA teria entrado na disputa para validar o processo. A empresa tem entre seus sócios o pai de Marco Franceschi, José Darcy Franceschi. Com o resultado já combinado, ela ofereceu valor maior e perdeu. A Betontest entregou um projeto, no entendimento das autoridades, superfaturado em R$ 1,2 milhão. Para o promotor, o engenheiro Virgínio Reis, amigo de Wilson Teixeira e da família Franceschi, teria sido o encarregado de superfaturar a obra. Pelos planos do grupo, uma nova licitação seria aberta e FFC sairia vencedora. O dinheiro pago a mais seria repartido entre os envolvidos. Ao descobrir que a empresa vencedora era da mulher do engenheiro da Prefeitura, Sidnei Rocha suspendeu a licitação e abriu sindicância interna. Antes mesmo da conclusão, o MP entrou no caso e processou os envolvidos.

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