A Pré-escola “Lúcia Gissi Ceraso”, do Jardim Palmeiras, é onde a família da comerciante Adriana França tem passado seus dias. Ela, o marido Itamar, e os filhos Letícia (14); Luís Felipe (11); Leandro (7) e Leonardo (de 9 meses) estão ‘hospedados’ no local desde a última terça-feira. Eles foram vítimas da enchente que atingiu a casa onde moravam, na Rua Anésio Batista, na noite do dia 16 de janeiro.
Com a ajuda de populares e da Prefeitura, Adriana mudou para a escola. Duas salas de aula e a cozinha estão sendo usadas pela família. Em uma delas, a comerciante colocou um jogo de estofado que ganhou. A outra está sendo usada como quarto. Tem cinco colchões e um berço -todos frutos de doações. As prateleiras de alvenaria, onde os alunos colocam suas mochilas, têm servido de guarda-roupas e sapateira. Na cozinha, Adriana usa um fogão de duas bocas que foi emprestado pela direção da escola.
Ela não sabe até quando viverá nessa situação. Após perder tudo que tinha na enchente, ainda espera a avaliação dos engenheiros da Prefeitura para saber se a casa será demolida - e ela indenizada - ou se haverá recuperação para o imóvel.
Além da família de Adriana, um casal vizinho também teve o imóvel interditado e precisou abandoná-lo. A sapateira Cleide dos Santos e o aposentado Maurício dos Santos foram abrigados por familiares. Perderam tudo durante o temporal. De acordo com conhecidos, eles estão morando em uma chácara.
O estudo sobre a situação das casas e o destino das famílias já está pronto, mas a secretária de Urbanismo, Valéria Marson, só irá apresentá-lo depois da aprovação do prefeito Sidnei Rocha (PSDB). Enquanto isso, as equipes da secretaria de Obras e Serviços trabalham na retirada de entulhos das paredes demolidas.
O córrego que passa próximos as casas deverá passar por obras para reconstrução das paredes e para aumentar a vazão.
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