O processo antidumping, que prevê barreiras para a importação de calçados chineses, passou por mais uma etapa ontem. Lideranças sindicais, calçadistas e autoridades se reuniram com técnicos do MDIC (Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), em Brasília, para, mais uma vez, discutir o assunto. Entre os representantes de Franca, estavam: o prefeito Sidnei Rocha (PSDB); o sindicalista e vereador Paulo Afonso Ribeiro (PT); o presidente do Sindicato da Indústria, José Carlos Brigagão do Couto, e o empresário Élcio Jacometti.
Não foi desta vez que o governo atendeu a solicitação feita pelos brasileiros de taxar a entrada do sapato chinês no País por um período de cinco anos. Mas a audiência mostrou que o processo tem avançado. Um relatório sobre as teses da Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados) - que defende a taxação do produto - e dos grandes importadores como a Adidas e Nike - que são contra as barreiras, foi entregue a cada uma das partes envolvidas. Eles terão 15 dias para se manifestar. Só depois é que o Ministério do Desenvolvimento dará seu parecer.
Uma decisão provisória, em vigor desde setembro, obrigou os importadores a pagarem US$ 12,47 por par que chega da China ao Brasil. A medida vence em 9 de março. Até lá, o processo antidumping, que conta com 35 mil páginas de argumentações da Abicalçados, pode ter um desfecho positivo. Além dos cinco anos, os calçadista querem a ampliação da sobretaxa para US$ 18,44. “O que foi dito na audiência é que a decisão sairá antes do final do prazo da medida provisória. Agora cabe as lideranças do setor fazerem uma gestão junto ao governo para que ele atenda essa necessidade da indústria calçadista nacional”, disse Paulo Afonso, único representante dos trabalhadores no evento.
Segundo a Abicalçados, a taxa provisória já promoveu a recuperação de 30 mil empregos no setor.
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