Autoflagelo


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Precisamos apagar de nossa cultura os maus hábitos da flagelação, incluindo registros da imprensa ocupando maior percentual de seu espaço superestimando com os escândalos dos governos, crimes, erros administrativos e toda mazela do cotidiano. Longe, muito longe do nosso pensamento pretender o cerceamento da liberdade nas comunicações, porque cabe respeitar o princípio democrático. A crítica construtiva deve ser entendida e respeitada como alerta e, observada como sugestão corretiva. Entre figuras humanas se constata qualidades e defeitos. Daí pensarmos ao contrário de muitos que afirmam: "aquela atitude ou feito era uma obrigação". Sim, é verdade o que afirmam, no entanto, nada pode impedir sua citação e reconhecimento, certamente boa para massificação de excelentes atitudes nos poderes políticos e na sociedade. Entre as muitas riquezas possuídas pela cidade de Franca, elegível com justiça, recaiu minha escolha de hoje na entidade Pró Criança. Urge que conheçamos as entidades em nossa área, seus resultados, para que delas nos orgulhemos com apreço e comentários favoráveis. O Instituto Pró Criança surgiu da boa vontade de alguns empresários em momento que a TV Globo, auferindo lucros na cidade, usava seus espaços para denegrir nossa imagem e dava destaque a mazelas sem, no entanto, reconhecer as qualidades existentes em crédito a nosso favor. Era de sua pauta explorar o tema trabalho infantil que, segundo as reportagens veiculadas, nos acusavam. A decisão diligente dos empresários resulta hoje de um balanço altamente positivo na ação social local. Desde 1995 quando foi fundado o Pró-Criança, mais de 7,5 mil crianças e adolescentes foram preparados e encaminhados a distintas atividades. Do programa bolsas de estudo, alguns casos realçam ex-bolsistas, hoje profissionais respeitados e atuantes, como professores de inglês, mecânicos em concessionárias de Franca, formandos em faculdades, diversos em áreas de calçados. No projeto Pró Criança, reunindo esportes, cultura e profissionalização, se pode destacar: balé, natação, informática, aulas de inglês, mecânica automotiva, auxiliar de escritório, português e matemática com preparação para vestibulares. O numero anual de bolsistas tem gerado em torno de 750. O atual serviço é mantido pela boa vontade de empresas da cidade, contribuindo para sua sustentação, cuja demanda crescente não permite atendimento pleno, embora fosse este o desejo da entidade. Cabe reconhecer sua alta validade no sistema social, cobrindo ausência do Estado em ação que retira meninos das ruas, trata de educação e cultura com arte e esportes. Empresários, emprestem seus valores ao futuro de nossa juventude. Conheçam o Pró Criança, avaliem seus valores e associem-se a essa nobre empreitada salvadora. Garcia Netto Jornalista

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