Araçatuba, Bauru, Marília e até Presidente Prudente. Na expansão de mercados da aviação regional, Franca, mais uma vez, ficou de fora dos planos das empresas aéreas. Apesar de possuir um aeroporto com toda infraestrutura em ordem, nenhuma companhia, até o momento, mostrou interesse de operar na cidade em 2010. Entre os possíveis motivos, estariam a proximidade com Ribeirão Preto e a falta de interesse da comunidade.
A Gol, que ontem incluiu em seus destinos um voo para Bauru, disse, via assessoria de imprensa, que tem estudado novas possibilidades, mas Franca ainda não está em seus planos. “Como empresa competitiva, a Gol está sempre avaliando possibilidades que agreguem resultados ao negócio e benefícios aos clientes. Mas não há nada definido em relação a voos para Franca”.
Para a TAM, agora é hora de focar as atenções em mercados onde a companhia já atua comercialmente por meio da Pantanal Linhas Áreas, adquirida em dezembro do ano passado, como Araçatuba e Bauru. Segundo a assessoria de imprensa, a empresa não tem plano de expansão a curto prazo. A Trip e a OceanAir também foram contatadas, mas as assessorias de imprensa não responderam.
Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, publicada ontem, o diretor executivo da OceanAir, Renato Pascowitch, disse que a empresa pensa a médio prazo, expandir a atuação em cidades de médio porte, mas não citou quais.
Presidente da Abetar (Associação Brasileira das Empresas de Transporte Aéreo Regional), Apostole Lack, que representa 12 empresas aéreas regionais, disse que Franca tem um mercado atrativo, mas a proximidade com Ribeirão Preto (distante 90 quilômetro), que é pólo regional, e a falta de interesse da comunidade local inibe instalação das companhias. “A Prefeitura, a associação comercial e os empresários precisam se mobilizar, mostrar interesse por alguma empresa para cativá-la e convencê-la a se instalar na cidade, além de oferecer alguma facilidade”.
Nos planejamentos do setor para 2010, segundo Apostole, nenhuma empresa colocou Franca em evidência. “Tem empresas interessadas, mas não a curto ou médio prazo. Franca, por enquanto, está em segundo plano, apesar de ter um bom mercado”.
A última empresa a operar em Franca foi a Passaredo que encerrou as atividades em dezembro de 2008. Na época, a companhia alegou queda na venda de passagens para São Paulo, após criação de novos horários em Ribeirão Preto.
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