A Prefeitura não conseguiu calcular os prejuízos da chuva que caiu sobre a região Oeste da cidade na noite de sábado. “Não temos como fazer uma avaliação de custos porque estamos tomando as medidas emergenciais primeiro. Só saberemos dos prejuízos quando formos fazer os projetos de recuperação”, disse Valéria Marson, secretária de Urbanismo.
Ainda na noite de sábado, ela, Ismar Tavares (secretário de Serviços) e Roberto Nunes Rocha (Ação Social) estiveram no Jardim Palmeiras para verificar os estragos da chuva. No domingo, o dia foi de muito trabalho. Os secretários retornaram ao Palmeiras e mais de dez funcionários foram convocados para limpar as ruas e retirar entulhos das casas no bairro. Trabalharam até as 15 horas. Precisaram usar tratores para retirar a lama, além de três caminhões.
Na manhã de ontem, arquiteto e engenheiro da Prefeitura estiveram na Rua Anésio Basílio dos Santos e vistoriaram as casas invadidas e derrubadas pela enchente. Como duas delas estão com a estrutura comprometida e em área de risco, os técnicos mantiveram a interdição feita pela Defesa Civil na noite do temporal.
Ontem Roberto Nunes Rocha acompanhou as assistentes sociais da Prefeitura durante visita às famílias desabrigadas no Jardim Palmeiras. Segundo o secretário, as famílias serão ajudadas pela Prefeitura. “Estamos fazendo o levantamento das necessidades delas. Já providenciamos roupas e alimentos”. Ele disse que o pagamento de aluguel de imóveis para morarem pelo poder público pode ocorrer no futuro. “Caso os moradores não possam mais ocupar suas casas, a Prefeitura poderá pagar aluguel até que sejam desapropriadas. A família não vai ficar nem no Abrigo Provisório, nem na rua, nem morando de favor”, disse.
O Jardim Palmeiras foi o mais prejudicado pela chuva. Uma combinação de fatores provocou a inundação de oito casas e até queda de paredes. O córrego que passa no bairro não suportou o grande volume de água e transbordou, invadindo as casas, arrastando junto móveis e eletrodomésticos para um terreno nos fundos das residências. Para complicar, os imóveis, embora estejam num loteamento regularizado, são rebaixados, o que facilita a invasão da água. Os vizinhos já enfrentaram pelo menos quatro enchentes.
A solução para o problema ainda é incerta. Valéria Marson disse que fará uma avaliação do local para definir o que será feito. “Amanhã (hoje) vamos revisar os imóveis para fazermos projetos, calcularmos a vazão do córrego para então propor para o prefeito o que é necessário fazer ali”.
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Os moradores do Parque Florestal e Residencial Chácara Ouro Verde também terão de aguardar por providências. No primeiro, só o asfalto resolverá os problemas provocados pelas enxurradas nas ruas de terra. Isso depende da adesão de no mínimo 65% dos moradores ao plano de pavimentação. “No caso do Ouro Verde, o proprietário do loteamento foi acionado na Justiça para executar as galerias e pavimentar o bairro”, disse Valéria. Em cinco pontos da cidade, no Santa Maria, Santa Terezinha e Parque Florestal, as galerias pluviais romperam. Os reparos foram iniciados ontem.
Além de perderem móveis, roupas, alimentos e a casa com a chuva, famílias do Jardim Palmeiras não deixaram os imóveis porque dizem que estão sendo roubadas. Valéria Marson disse que já orientou as famílias a retirarem seus pertences do local, por isso não acionou a Guarda Municipal para vigiar as residências.
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