Bairros próximos ao Cemitério da Saudade, com tubulações de esgoto e construções mais antigas são os mais vulneráveis ao aparecimento dos escorpiões. Num período inferior a um ano, o <b>Comércio da Franca</b> fez matérias com moradores da Cidade Nova, Santa Maria do Carmo, Vila Isabel, Vila Aparecida, Parque das Árvores e Jardim Consolação. Todos reclamavam da invasão do animal peçonhento.
Quem sentiu na pele, literalmente, os efeitos do crescimento contínuo da população de escorpiões foi a secretária Valéria Raymundo. Ela morava em uma casa antiga da Rua Marechal Caxias, no Centro, e foi picada duas vezes. “Na primeira, o escorpião estava em uma rede e picou minha mão. Depois, outro ficou na minha calça. Quando fui me trocar, picou meu joelho”.
Não é só. A filha da secretária também foi atacada na mão dentro de casa. Como não conseguia evitar os escorpiões, a família é quem teve de deixar a velha moradia e se mudou para outra residência. Só assim ficou livre das ferroadas. “Era assustador. É uma dor intensa. Passei a noite inteira com a mão debaixo do chuveiro para tentar aliviar. A dor dura exatas 24 horas”.
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