Nesta semana iniciou-se o tempo litúrgico "comum" que será interrompido pela quaresma e pela Páscoa. Ao retornar se prolongará durante a maior parte do ano de 2010. A cor litúrgica dos paramentos é o verde.
Será novamente interrompido somente por algumas festas solenes: Santíssima Trindade, Assunção de Maria, Todos os Santos etc. Neste domingo as leituras propostas pela liturgia são: Isaías 62; 1ª Carta aos Coríntios 12 e o evangelho segundo João 2. A primeira leitura trata da infidelidade de Israel e o modo como Deus conduz esta situação.
A Igreja é a esposa de Jesus Cristo. É a mesma comparação que Isaías aplica ao povo de Israel ou, de forma simbólica, para Jerusalém. Em ambos os casos, a esposa não foi fiel ao esposo. Ora, o que irá fazer o esposo traído? Fará como os maridos que não as recebem de volta de maneira alguma e geralmente nunca mais querem vê-las? Não! O amor de Deus não é assim, inconstante como o dos homens.
Não obstante seus erros, recebe-a de volta com mais amor ainda: "não mais te chamarão abandonada, e tua terra não mais será chamada deserta; teu nome será minha predileta e tua terra será desposada".
A leitura anuncia uma mensagem de esperança para nós, que traímos a Deus com nossos pecados. Incansavelmente ele nos trata com misericórdia. Deus não nos ama porque somos bons, mas nos amando, nos torna bondosos. Não nos castiga nem nos abandona por causa de nossas traições, pelo contrário, torna-nos fiel a ele com sua misericórdia.
Por meio da segunda leitura o apóstolo Paulo relata, com maestria, a ação do Espírito Santo na vida da comunidade por meio dos dons concedidos às pessoas. O que o texto quer nos ensinar?
Tudo o que possuímos é obra de Deus e dele o recebemos para o bem comum. Paulo explica essa verdade mais adiante com a comparação do corpo e dos membros. Diz ele: Como o corpo é um todo tendo muitos membros, e todos os membros do corpo, embora muitos, formam um só corpo, assim também é Cristo. E mais adiante explicita o significado dessa comparação afirmando: "vós sois o corpo de Cristo e cada um, de sua parte, é um dos seus membros". Ora, como diz Paulo, não há membros mais importantes que outros. Todos são igualmente nobres e colaboram conforme sua especificidade para a harmonia de todo o corpo. Assim também ninguém se deve envaidecer com o dom que possui porque vem de Deus e é diversidade de dons que se estabelece o bem geral da comunidade.
O evangelho é muito conhecido de todos: a parábola das Bodas de Caná. É o primeiro milagre de Jesus. O texto quer anunciar o princípio dos sinais de Jesus que veio para instaurar o Reino de Deus entre nós.
Tem destaque a figura de Maria. Mulher presente, atenta, cumprindo sua missão de Mãe. Ela é a mãe do Redentor e sabe o que Ele pode oferecer a todos. Ela é a mãe de todos nós e sabe o que necessitamos e o que seu Filho pode e quer nos oferecer.
Por meio das atitudes de Maria é que vamos descobrindo a beleza de sua alma. Maria sempre foi positiva diante das variadas situações de sua atribulada vida. Desde a anunciação até a crucificação de Jesus, ela sempre esteve atenta ao serviço, pensando sempre nos outros.
Nessa festa não foi diferente. Atenta às necessidades dos noivos, foi atrás de Jesus, insistiu com ele após uma resposta aparentemente desanimadora e conseguiu tornar os noivos felizes outra vez. Mas, mais do que isso, também ligada com a Novidade de Jesus, terá falado aos demais sobre a excelência do vinho novo, símbolo do Reino do Amor do Messias, e a má qualidade do vinho velho, imagem do Antigo Testamento. O entusiasmo e a vivacidade de Maria devem nos contagiar, pois recebemos o mesmo Espírito de Deus como aconteceu com ela. Na força de Deus, tudo poderemos fazer na construção do Reino de seu Filho, Jesus.
<b>VISITA AGRADÁVEL</b>
Nesta semana recebemos a primeira visita do nosso novo Bispo Diocesano, Dom Pedro Luiz Stringhini. Pessoa muito simpática, sem protocolo, muito atencioso. Deixou-nos uma impressão muito positiva. Pedimos a Deus que o ilumine sempre para nos orientar como seu rebanho amado. Ele já conquistou o coração de todos que com ele se encontraram.
José Geraldo Segantin
Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br
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