‘Trocar tiros é o de menos’, diz Wanir


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Depois de passar por delegacias da região, chefiar a Dise e a DIG em Franca e comandar as seccionais de Barretos e São Carlos, o delegado Wanir José da Silveira Junior assumirá hoje, às 10 horas, aquele que classificou como o maior desafio de sua carreira: o comando da Polícia Civil em Ribeirão Preto. "Trata-se de uma seccional de importância em nível estadual. Pretendo trabalhar muito para que o desafio possa valorizar tanto a minha carreira, quanto a segurança daquela região". Promovido a delegado de 1º classe há apenas 15 meses, Wanir não esperava assumir um cargo tão importante rapidamente. Ficou surpreso com o convite. "O doutor Valmir chegou e disse que precisava de mim para assumir em Ribeirão Preto. Ele brincou e falou que era um desafio para homem. Como é que eu iria falar não para um amigo?". Wanir ainda pretende se reunir com os policiais e tomar conhecimento da situação em Ribeirão para definir suas prioridades, mas uma ação ele já definiu. Deve colocar em uso uma viatura blindada - igual ao Caveirão utilizado por policiais do Rio de Janeiro para invadir morros. "Vamos usar o veículo em situações de perigo real, ou seja, quando houver troca de tiros ou a necessidade de avançar em regiões com marginais armados com fuzis e metralhadoras". Para o policial, enfrentar tiroteios não é o maior desafio de um delegado. "Trocar tiros é o de menos. O mais difícil é ter nas mãos a decisão de dar a liberdade ou não a uma pessoa". O seccional disse que criminosos estão migrando cada vez mais do furto para o roubo e que a situação preocupa. Para ele, a falta de punições mais severas incentiva o crime. "A culpa é do sistema. A reincidência é muito grande. O bandido sabe que não ficará preso e cria coragem para agir. Temos de buscar alternativas. O simples combate ao crime pela polícia não vai resolver a criminalidade no todo. Outro problema é o excesso de direitos humanos".

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