Polícia prende estudante que atropelou frentista


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A Justiça mandou e a polícia prendeu ontem à tarde o estudante de direito Caio Meneghetti Fleury Lombard, acusado em 2008 de atropelar o frentista Carlos Alaetes Pereira da Silva, no pátio de um posto de combustíveis de Ribeirão Preto. O jovem francano respondia ao processo em liberdade, mas teve o direito revogado por uma decisão da juíza Isabel Cristina Alonso Bezerra dos Santos, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Ribeirão Preto. Lombard foi preso depois de um cerco policial a uma chácara de sua família durante a tarde de ontem. Ele foi recolhido à cadeia do Guanabara e deverá ser encaminhado para o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Ribeirão Preto. Agentes do 4º Distrito Policial receberam o mandado de prisão expedido pela Justiça em novembro do ano passado. Desde então várias incursões foram feitas pela polícia com objetivo de localizar o acusado. "Fomos nos locais onde constavam os endereços do procurado, mas não conseguimos informações sobre seu paradeiro. Recebemos informações de um outro local e passamos a fazer campanas até que descobrimos que ele estava numa chácara perto do Jardim Aeroporto", disse o investigador Ademar Tavares. Por volta das 16 horas de ontem, com apoio de mais dois policiais militares, os agentes cercaram a chácara no condomínio Vale do Sol e conseguiram prendê-lo. De acordo com a polícia, ao perceber que seria capturado, Caio Meneghetti tentou fugir pelos fundos da propriedade. "Um cachorro rottweiler veio em nossa direção. A família do acusado estava na chácara. Foi pedido para que segurassem o animal e vimos quando ele tentou fugir pelos fundos, pulando um muro. O soldado Comparini foi atrás e conseguiu dominá-lo", disse o investigador. Caio Lombard, após ser preso e algemado, não reagiu a ação. Ele não quis comentar sua prisão e nem o atropelamento que protagonizou em Ribeirão Preto. (leia mais nesta página). "Ele só disse que não sabia os motivos da prisão. Disse que era advogado e conhecia seus direitos. Permaneceu calado dizendo que só falaria com o juiz", disse o policial. A prisão do estudante de direito foi pedida pelo Promotor de Justiça Carlos Alberto Goulart, da 2ª Vara Criminal de Ribeirão Preto, e acatada pela Justiça. Goulart denunciou o estudante por tentativa de homicídio triplamente qualificada, tráfico de entorpecentes com a qualificadora de embriaguez e omissão de socorro. A Juíza Isabel Cristina Bezerra, acatou a denúncia e no despacho entendeu, que pela gravidade do crime, somados aos fatos do acusado não morar em Ribeirão Preto e ter faltado a uma das audiências, deveria decretar sua prisão preventiva.

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