Nomeado pelo papa Bento XVI, assumirá a Diocese o terceiro bispo Diocesano de Franca, Dom Pedro Luiz Stringhini. Será em 21 de fevereiro, mas hoje ele visita a cidade para conhecer com quem vai trabalhar.
A partir de 1930 já se cogitava a Diocese para a terra das Anselmadas mas somente em março de 1970 chegou à Santa Sé, o pedido oficial. Deu-se então a criação da Diocese em 20 de fevereiro de 1971 através da bula papal Quo ptius.
Em 18 de março do mesmo ano foi nomeado o primeiro bispo, Dom Diógenes Silva Matthes, ocorrendo sua ordenação episcopal em junho, na Catedral Metropolitana de Ribeiro Preto. Assumiu suas funções na Diocese no dia 12 de junho e cumpriu longo tempo de gestão.
Dom Caetano Ferrari, depois de coadjutor da diocese, assumiu seu governo como bispo – segundo na história – em 7 de dezembro de 2006, cargo que deixou vago no final do primeiro trimestre de 2009 em função de transferência para outra diocese.
A vacância deixada por Dom Caetano colocou nas mãos do Santo Padre, no Vaticano, a competente nomeação de um novo bispo, escolha que recaiu na expressiva figura do bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, Dom Pedro Luiz Stringhini.
É rica sua trajetória de vida desde seu nascimento em Laranjal Paulista (SP). Seio de família humilde de lavradores, imigrantes italianos fiéis à fé e religião católica, na infância inspiravam sua vocação para o sacerdócio. Depois de concluir a terceira série do ensino primário, adentrou-se ao seminário em Sorocaba, fechado posteriormente por uma resolução do Concilio Vaticano. O fato interrompeu provisoriamente o projeto do menino Pedro, que voltou à sua cidade para concluir o colegial.
Matriculado na Faculdade Anchieta de São Paulo, o trabalho necessariamente fez parte de suas ocupações, rotina que o levou a exercer função jornalística na qualidade de revisor no jornal O Estado de São Paulo. Confessa publicamente o orgulho que sente pelo trabalho na comunicação em uma empresa das mais qualificadas da imprensa do Brasil. Motivado pelo pároco da igreja que frequentava, sem pensar na carreira eclesiástica, inclinou-se a prestar serviço voluntário leigo instituído por Dom Paulo Evaristo Arns na Amazônia, onde, por dois anos permaneceu junto à prelazia de Itacoatiara.
Voltando a São Paulo retoma estudos preparativos para o presbiterato. Três ilustres figuras da igreja, de grande importância em sua vida, são por ele mencionadas com muito apreço e gratidão: Dom Luciano Mendes de Almeida, ex-professor responsável por sua ordenação como Diácono; Dom Paulo Evaristo Arns, que presidiu sua ordenação e Dom Cláudio Humes, oficiante de sua ordenação como bispo.
Reitor de universidade e cursos feitos em Roma por indicação de Arns, completa seu importante perfil preocupado com pobreza e crianças de rua.
Bem-vindo Dom Stringhini.
Garcia Netto
Jornalista
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