Paulo Renato sobre o PNDH: ‘Foi quase um golpe’


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<b>DIA DE FESTA</b> - Com instruções do secretário Paulo Renato, Sidnei Rocha assumiu o comando da direção e deu partida em ônibus escolar: “É muito bom, novinho”
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O secretário estadual de Educação, Paulo Renato, falou sobre a possibilidade de disputar uma das duas vagas do Estado de São Paulo no Senado e fez críticas ao governo federal. Acompanhe os principais pontos da entrevista. <b>Comércio da Franca- Como ministro da Educação, o senhor foi um dos criadores do sistema de avaliação da educação brasileira. Qual sua opinião sobre o Enem? Paulo Renato</b> - Infelizmente, neste ano (2009) houve muitos problemas. O governo federal tentou fazer muitas coisas ao mesmo tempo sem o devido cuidado. O Enem teve de ser mudado de data e perdeu suas características iniciais de ser um exame de raciocínio. Houve um erro, uma precipitação, talvez por razões políticas, em relação à tentativa de substituir todos os vestibulares pelo Enem. Acho que as coisas deveriam ter sido feitas com mais calma. O exame não pode ser um substituto completo do vestibular, pois esta nunca foi sua intenção, nunca foi sua característica. <B>Comércio - Como avalia o decreto do presidente Lula que cria o Plano Nacional de Direitos Humanos (tema da Gazetilha, do jornalista Corrêa Neves Júnior, publicada no último domingo)? Paulo Renato</b> - O governo atropelou no fim do ano. Foi uma artimanha, quase um golpe no sentido de que se tomaram medidas que não tinham sido discutidas na sociedade. Foi uma decisão tomada às vésperas do Natal, quando todo o País estava preocupado com outras coisas, com as celebrações familiares, com o Congresso já em recesso. Acho que foi, realmente, um ato de extremo autoritarismo por parte do governo do presidente Lula. <b>Comércio - O senhor é um dos principais expoentes do PSDB em nível nacional. Espera reassumir o cargo de ministro, caso José Serra vença as eleições, ou vai se candidatar nas próximas eleições? Paulo Renato</b> - A tarefa mais importante de qualquer militante do PSDB é garantir a eleição do governador José Serra à Presidência da República. Precisamos voltar a ter respeito às normas democráticas, como tínhamos no passado e que estão sendo desrespeitadas, por exemplo, com este decreto tão polêmico e pouco discutido como a questão dos direitos humanos. O governo precisa ter um caráter republicano. Se houver um entendimento de que servirei mais a esta causa sendo candidato ao Senado, a decisão será do governador. Não serei candidato a deputado, mas se houver uma convocação do partido para um cargo majoritário, aí não há outro remédio se não seguir a orientação partidária.

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