Avanços nos tratamentos dependem de cada caso


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Depois que o paciente recebe o diagnóstico da lesão, é preciso paciência. O tratamento para a recuperação de parte dos movimentos é longo e difícil. Para voltar a mexer um braço, por exemplo, são necessários meses de intenso trabalho de fisioterapia. “Após o período de silêncio medular (período logo após a lesão no qual a medula não reage), entramos com o processo de fisioterapia, que dará estímulos físicos ao paciente. Os resultados dependem de cada caso”, disse Carina Junqueira, fisioterapeuta supervisora do Centro de Reabilitação do Complexo Santa Casa. No início do tratamento, são realizadas atividades de avaliação com testes de sensibilidade, com toques das mãos e agulhas. Em seguida, começa a fase da sinesioterapia, uma espécie de ginástica médica, em que os pacientes realizam movimentos manuais, começando as primeiras ações de mobilidade. Ao longo dos meses, o tratamento ganha o reforço da eletroterapia, em que são usadas correntes elétricas com finalidades terapêuticas que agem estimulando os músculos. Nessa fase a maior parte dos pacientes obtém avanços. “Os tipos de reações são diferentes. A maior parte deles fica empolgada. Mas existem casos em que os pacientes não aceitam as sequelas da lesão, ficam com raiva ou depressivos. Nosso papel é estimular o tratamento conforme o limite de cada um”, disse. No Centro de Reabilitação do Complexo Santa Casa, os pacientes são recebidos por um grupo de 35 profissionais. Em 2009, dos 21 pacientes que resultaram em tetraplegia, 13 foram de patologias de AVC (derrame), cinco de câncer e três por acidentes no trânsito. Do total, quatro morreram antes de terem alta e seis fizeram tratamento de reabilitação na Santa Casa. “O restante fez em outras cidades, pagou fisioterapeutas particulares ou, então, optou por não fazer o tratamento”, disse.

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