A ex-auxiliar de produção Maria Lúcia Oliveira Adriana, 47, sofreu um acidente há cinco anos. Ela estava dirigindo o carro na Rodovia Cândido Portinari, na “curva da morte” e bateu de frente com um ônibus. “Quebrei pescoço e fiquei três meses internada na Santa Casa e oito meses apenas mexendo os olhos”.
Com medicação e fisioterapia, hoje ela consegue sentar e movimentar os braços. Com a reabilitação e muita força de vontade, ela chegou até a ficar em pé sozinha. “Foi muito emocionante. Agora eu também já seguro um copo. Minha meta é voltar a conseguir escrever e, claro, andar. Nunca perdi a esperança”, disse.
Após o acidente, a rotina de Maria Lúcia mudou muito. Além de enfrentar o trauma de não poder mais andar, ela ainda convive com os incômodos do tratamento. “Não tem sido fácil. As doenças que a tetraparesia trouxe como infecção de urina e feridas nas costas me desestimularam mais ainda”, disse.
Para se livrar das constantes crises de depressão, ela tem buscado ajuda na família, com os amigos, além de se distrair assistindo TV e acessando a internet. “O contato com as pessoas tem sido muito importante para mim. Também conheci um homem da minha idade que sofreu o mesmo trauma e hoje é meu amigo”, conta Maria Lúcia, que é divorciada há 15 anos e não descarta a possibilidade de ter um novo namorado. “Ah, eu queria, mas ninguém me quer desse jeito. Uma massagem todos os dias ao lado de um companheiro seria muito bom”, disse.
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