Veterana tenta na Feac, mas não consegue evitar despejo


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<B>PELOTÃO EM MARCHA</b> - Jogadores da Francana correm durante trabalho físico de 40 minutos realizado ontem à tarde, no Brasilândia
PELOTÃO EM MARCHA - Jogadores da Francana correm durante trabalho físico de 40 minutos realizado ontem à tarde, no Brasilândia

A diretoria da Francana levantou a "bandeira branca" e fez uma visita diplomática ao presidente da Feac (Fundação para o Esporte, Arte e Cultura), Reginaldo Emídio, ontem para tentar evitar o despejo do time do Estádio Lanchão. Não adiantou. Reginaldo confirmou que o time terá de retirar todo o material esportivo que hoje é guardado no vestiário do estádio. Além disso, está subentendido que as placas de publicidade que a Francana comercializar no Lanchão só poderão ficar expostas durante os jogos do Campeonato Paulista da Série A-3. Ao terminar a partida, o clube terá de retirá-las. Essa decisão foi tomada depois que o time da Francana treinou no gramado do Estádio Lanchão na terça-feira. O local está em reforma. O presidente da Feac demonstrou-se irredutível na possibilidade de que volte atrás na decisão de desalojar o time do local, mesmo admitindo que atualmente só o clube é quem utiliza o estádio. "O espaço público é de todos. O espaço é cedido durante a realização do evento. Acredito que eles deixem o espaço livre para que outras entidades utilizem. Apesar que aqui em Franca só a Francana utiliza. Mas acredito que ela deva criar uma estrutura para deixar livre o espaço que se chama vestiário", explicou Reginaldo Emídio em entrevista ao repórter Marcos Silva, da Difusora. A entidade, que é uma autarquia da Prefeitura, enviou comunicado notificando a Francana para sair do Lanchão em caráter imediato. O presidente José Servino Braga explicou ao mandatário da Feac que precisará ao menos de um tempo para encontrar um local onde deixar os materiais esportivos. "O comunicado que fizemos é que seja feita a retirada imediata", afirmou Reginaldo Emídio. Na saída da reunião, que durou 30 minutos e foi realizada na sede da fundação, no Centro, José Braga ainda demonstrou esperança em revogar a decisão. "A gente optou pelo diálogo. Sabemos que houve um erro da Francana em fazer um treino no gramado em reforma. É uma indisciplina e a gente admitiu. Para não haver uma queda de braço, resolvemos expor para o Reginaldo (Emídio, presidente da Feac) a necessidade de usar os vestiários", disse. O TIME Todo o elenco da Francana está treinando no campo do Brasilândia. Ontem houve trabalho físico em dois períodos e hoje deve acontecer novamente a mesma rotina. O técnico Lelo espera conversar hoje com o presidente para solicitar mais um zagueiro.

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