A máxima popular ‘Prevenir é melhor do que remediar’ serve perfeitamente de sustentáculo para analisar o atual estágio da Medicina em nosso planeta. Avanços, tanto preventivos quanto curativos, são incontáveis.
No setor dos medicamentos, as descobertas são importantíssimas. Poderosas drogas conseguem curar – ou pelo menos, retardar – o avanço de doenças até então tidas como incuráveis.
Equipamentos médicos de última geração conseguem fazer diagnósticos por imagens de moléstias ainda em fase inicial ou embrionárias, possibilitando rápida e precoce ação, com resultados surpreendentes.
No campo da cirurgia, o uso da laparoscopia possibilita o ato cirúrgico com menor incisão, tornando-o menos invasivo, com redução drástica de riscos, de complicações e de tempo de recuperação pós-cirúrgica. Também destacam-se as micro-cirurgias, onde o competente cirurgião consegue atuar no feto, estando ele, ainda e obviamente, no útero materno.
Outro setor que promete revolucionar a medicina é o da Genética. Recentes descobertas sinalizam para a possibilidade concreta de cura para determinados tipos de câncer e da própria AIDS.
No terreno da Psiquiatria, algumas drogas, quando utilizadas sob rigoroso acompanhamento médico, têm apresentado extraordinários resultados no tratamento da depressão, da ansiedade, do transtorno bipolar e da própria esquizofrenia, sendo estas citadas apenas para ilustrar.
A medicina esportiva consegue recuperar atletas de alto rendimento lesionados, em tempo recorde. Até mesmo a chamada medicina alternativa tem experimentado grande evolução com a comprovação da efetividade de práticas até então questionáveis.
Exames laboratoriais, vacinas, remédios, equipamentos e métodos cirúrgicos e terapêuticos, quando bem utilizados, amenizam a dor e o sofrimento das pessoas e prolongam a expectativa de vida média da população. Atualmente, no Brasil, esta média está em torno dos 72 anos.
Porém, a qualidade de vida das pessoas não depende apenas desses avanços extraordinários. Nós também temos que fazer nossa parte. Alimentação saudável, exercícios físicos moderados e visita periódica ao médico, em caráter preventivo, são recomendações recorrentes.
Já aos profissionais da medicina, recomenda-se não abandonar nunca o diagnóstico clínico, a estreita relação médico-paciente. Exames são importantes mas devem revestir-se de natureza confirmatória do diagnóstico. A vida é uma dádiva do Criador. Preservá-la é dever imposto a todos, sem exceção.
Setímio Salerno Miguel
Advogado empresarial e professor da Faculdade de Direito de Franca
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