O Conselho Tutelar tem sido procurado por mães preocupadas com as mudanças nas creches. Segundo a conselheira tutelar Gláucia Limonti, o órgão continuará registrando as queixas e aguardará até fevereiro para decidir se acionará a Prefeitura. A expectativa é que o poder público encontre alternativas para atender as crianças que ficarão meio período fora das escolas quando deixarem de ser atendidas nas creches. “Vamos aguardar o posicionamento da Prefeitura. O poder público tem obrigação de dar proteção a essas crianças porque os pais precisam trabalhar”, disse a conselheira.
A secretária de Educação Leila Haddad disse que estuda alternativas para resolver a situação. “Em 2010, estaremos pensando o que oferecer às crianças a partir dos 4 anos. Temos a pré-escola, mas precisamos oferecer algo no contra-turno. Como opções podemos construir centros de convivência para atender os alunos com atividades extras ou implantar escolas de período integral”.
A Secretaria já possui um projeto para oferecer atendimento em período integral nas unidades da rede municipal. Segundo Leila, a intenção é implantar um projeto piloto numa das cinco regiões da cidade e depois expandir a ideia. O projeto ainda não tem data para funcionar. “A equipe já iniciou os estudos”, disse Leila Haddad. Em 2010, as creches atenderão quatro mil crianças.
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