Apartamentos compactados exigem criatividade


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<b>PEQUENO, MAS DE TODOS</b> - A professora Márcia Maria Malta Paulino reside com os filhos Luís Otávio e Ana Cecília em um apartamento e dá dicas sobre como utilizar os espaços existentes como o v&ati
<b>PEQUENO, MAS DE TODOS</b> - A professora Márcia Maria Malta Paulino reside com os filhos Luís Otávio e Ana Cecília em um apartamento e dá dicas sobre como utilizar os espaços existentes como o v&ati
Há um ano e meio, a professora Márcia Maria Malta Paulino, 43, vendeu partes dos móveis que tinha na antiga casa no bairro São Joaquim. Os armários de aço da cozinha, o sofá espaçoso, o guarda roupa tamanho família e até as mesas de canto. Tudo foi desfeito, inclusive alguns eletrodomésticos pouco usáveis, como uma cafeteira. O motivo: a mudança para um apartamento compactado, de pouco mais de 50 metros quadrados, menos da metade do tamanho do imóvel anterior. O apartamento fica no Condomínio Spazio Frateli da MRV Engenharia, no Jardim Santo Agostinho. Ao lado do casal de filhos (Luís Otávio, 12, e Ana Cecília, 8), Márcia pensou inicialmente que seria impossível viver naquele "cubículo". Atualmente, a dona de casa dá dicas sobre como se adaptar a pequenos espaços sem se sentir apertada e “encaixotada”. Primeiro, a professora resolveu dar fim ao chamado "quartinho de despejo". Livros, cadernos antigos, apostilas e trabalhos da época da faculdade foram extintos. Brinquedos que ocupavam muito espaço, como caminhões e bonecas maiores, foram doados ou levados para a casa da avó. Nem mesmo as bicicletas foram poupadas. Dentro de casa, ou me-lhor, do apartamento somente o essencial. "A gente guarda muita tranqueira e em um apartamento pequeno não cabe tudo, então o quarto de despejo, realmente teve que ser despejado. Nada de juntar papéis". Para aproveitar ao máximo cada cômodo, Márcia faz uso de muitas prateleiras, principalmente no quarto das crianças. O guarda roupa também foi projetado de modo a ofe-recer o máximo de utilidade. Com várias divisórias, ele ainda serve como compartimento para guardar brinquedos, livros, cobertores, roupas de inverno até instrumentos musicais. Até mesmo o vão entre a porta e o teto ganharam serventia. Nos dois quartos do apartamento, a parede é utilizada como continuidade do guarda roupa. "Tudo precisou ser feito sob medida, inclusive o sofá. Até a cama teve que ser pensada e ganhou gavetas na parte de baixo e um espaço para outro colchão que usei para guardar lençóis e toalhas". Caixas de diferentes tamanhos e formatos foram adotadas e servem para armazenar pequenos objetos ou papéis que antes ficavam espalhados. Segundo a professora, a mudança fez com que todos se tornassem mais organizados e unidos, sem perder a individualidade. "Apesar de ser um menino e uma menina, cada um tem seu espaço. Ela pode ficar brincando no quarto, enquanto ele está no computador na sala e eu assistindo tv, um sem atrapalhar o outro". A rack com o computador da família, fica atrás do sofá de três lugares, encostado na mesa de jantar. A criatividade em criar outras formas de organização também chama a atenção na sala e na cozinha. Na sala, por exemplo, o sofá é bicama e nada de mesa de centro. O uso de cadeiras, no lugar de poltronas, ajudou a ganhar espaço e acomodar mais pessoas. Na cozinha, que mais parece um corredor, há até banquetas para alcançar os armários embutidos e o varal. "No começo era difícil, mas fomos nos adaptando com o tempo. Nessa vida, a gente se acostuma com tudo. Hoje, nem nos esbarramos mais", brincou.

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