Projetar o novo ano


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É bastante comum ao final de cada ano fazermos um balanço das realizações que empreendemos e projetarmos metas e objetivos para o ano que vai se iniciar. Trata-se de prática saudável que deve ser estimulada. Todos têm o direito de almejar e tentar alcançar a felicidade possível em um planeta em evolução e que ainda conserva grandes desigualdades sociais, econômicas e, principalmente, de oportunidades. Augusto Cury, o psiquiatra, psicoterapeuta, escritor e cientista, em uma de suas obras, afirma que ‘ser feliz não é ter uma vida isenta de perdas e frustrações. É ser alegre, mesmo se vier a chorar. É viver intensamente, mesmo no leito de um hospital. É nunca deixar de sonhar, mesmo se tiver pesadelos. É dialogar consigo mesmo, ainda que a solidão o cerque. É ser sempre jovem, mesmo se os cabelos embranquecerem. É transformar os erros em lições de vida. É não desistir de quem se ama, mesmo se houver decepções. É ter amigos para repartir as lágrimas e dividir as alegrias. Enfim, é agradecer a Deus pelo espetáculo da vida”. Será que não estamos projetando as nossas metas e nossos objetivos para o ano vindouro de forma equivocada? Será que não estamos privilegiando mais o ter do que o ser? O mesmo Augusto Cury apresenta-nos dez recomendações para sermos felizes: (1) Contemplar o belo – Para Cury nas coisas simples e anônimas é que encontramos os maiores tesouros da emoção; (2) ter um sono reparador; (3) realizar coisas fora da agenda; (4) praticar exercícios físicos e ter uma alimentação saudável; (5) gerenciar a emoção; (6) gerenciar os pensamentos; (7) proteger os solos da memória; (8) trabalhar perdas e frustrações; (9) ser empreendedor e, por último, (10) amar a Deus. O amor do ser humano pelo autor da vida produz força na fragilidade, consolo nas tempestades e segurança no caos. Podemos incluir também no rol dos nossos objetivos para o ano que principia tentar abolir da nossa vida as preocupações inúteis e desnecessárias. São incontáveis os momentos em que nos consumimos, perdemos a nossa vitalidade e a nossa tranqüilidade com preocupações improdutivas. Consta que um filósofo, já no ocaso de sua existência, teria afirmado que a vida dele foi povoada por tragédias que ele, efetivamente, não as havia vivenciado. Portanto, a recomendação é sermos, sempre que possível, ocupados, e não preocupados. A preocupação exagerada leva a ansiedade anormal e esta acaba por diminuir nossa capacidade de pensar e agir. A preocupação exagerada é uma porta larga para a depressão. Em síntese, vamos projetar para o próximo ano uma vida feliz, não se esquecendo que a felicidade é uma conquista e não obra do acaso. Setímio Salerno Miguel Advogado empresarial e professor da Faculdade de Direito de Franca

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