Adeus, mestre Alfredo


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O professor Alfredo Palermo em imagem de março de 2008: uma vida dedicada à Franca
O professor Alfredo Palermo em imagem de março de 2008: uma vida dedicada à Franca
Franca perdeu ontem um dos homens mais importantes da sua história. Morreu, aos 92 anos, o professor Alfredo Palermo. Francano idealista, atuou em diversos setores da cidade. Foi deputado por três anos e, durante 60, um jornalista atuante. Alfredo Palermo morreu na madrugada de quarta-feira, no Hospital Nove de Julho, em São Paulo, vítima de falência múltipla dos órgãos (leia mais na página A-4). Ele havia se mudado para a capital no final de abril deste ano para tratamento de saúde. Alfredo atuou no meio político e no meio jurídico, mas foi na área da educação que deu sua maior contribuição para Franca, lecionando no ensino médio, como professor de Português, e no superior, ao ministrar aulas de Direito. Em 1960, exatos dois anos depois de iniciar o trabalho na Faculdade de Direito de Franca, o professor foi eleito diretor. Ficou no cargo por doze anos. “Ele consolidou a Faculdade de Direito. Tive a alegria de outorgar a ele primeiro título de professor emérito de Franca”, disse o atual diretor, Euclides Celso Berardo. Coube a Alfredo Palermo, em 1963, assumir a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, depois Instituto de História e Serviço Social (hoje Unesp), a pedido do então governador Adhemar de Barros. A atuação do professor fez com que seus ex-alunos se transformassem em seus seguidores. O historiador José Chiachiri Filho, seu aluno no colegial e faculdade, lamentou sua morte. “Estou perdendo um grande professor. Até hoje aprendia com as crônicas do professor Alfredo”. Um dos meios utilizados pelo professor para transmitir parte do seu conhecimento, eram as páginas do Comércio. Entre 1959 e 2008 ele expôs suas opiniões sobre economia, política e cotidiano na Gazetilha. Ao longo dos anos, brindou os leitores com 2,6 mil textos, além de colaborações no Nossas Letras. “Era uma das formas de minha respiração intelectual”, disse ele em entrevista ao jornal, em julho. <p style="text-align: center;"><a target="_blank" href="http://gcncomunica.wordpress.com/files/2009/12/frases-dr-alfredo-palermo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3177" title="arte/comércio da franca" src="http://gcncomunica.wordpress.com/files/2009/12/frases-dr-alfredo-palermo.jpg" alt="" width="300" height="683" /></a></p> Corrêa Neves Júnior, diretor-executivo do GCN, sucedou o professor na titularidade da Gazetilha. “Dr. Alfredo Palemo foi um homem múltiplo, um caso raro de inteligência privilegiada. Seu gosto pelo co nhecimento, sua educação refinada e, acima de tudo, seu respeito e consideração por Franca e sua gente, sem preconceitos ou juízos de valor desequilibrados, formam um conjunto de valores único. Para a tristeza de sua morte física, fica o consolo de que seus exemplos e ensinamentos estão eternizados na sólida e vasta obra filosófica, jornalística e literária que deixou. Doutor Alfredo escreveu sempre com propriedade e elegância. Para todos que trabalham no Comércio o grande legado que fica - além da qualidade de sua produção, obviamente – é o do compromisso com o leitor. Nada o afastava das páginas do jornal. De onde estivesse, dava um jeito de enviar, por carta, por fax, por e-mail, suas colaborações. Foi um exemplo de respeito ao leitor e para nós seguirá sendo uma inspiração permanente”, disse o jornalista.

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