Para secretário, redução do IPI vai prejudicar a cidade


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O orçamento da Prefeitura é estimado com base na média de arrecadação verificada nos três últimos anos. Para 2010, a previsão é de uma receita na ordem de R$ 356 milhões. Sebastião Ananias acredita que o desempenho será melhor com a acomodação do mercado, mas a redução do IPI promovida pelo governo federal e o ano de eleições, que proíbe novos repasses a partir de agosto, o preocupam. Para ele, a redução no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para incentivar as vendas é prejudicial aos municípios e deverá causar um reflexo negativo na arrecadação a partir do ano que vem. “O governo federal está fazendo graça com o chapéu dos municípios e dos Estados. O ideal seria dar desconto no Cofins e na Contribuição Social, que são receitas dele. O desconto no IPI repercute no FPM (Fundo de Participação do Município)”, disse ele sobre a divisão dos impostos federais que são repassados às cidades. Segundo Ananias, outro fator que prejudica a arrecadação é o baixo PIB (Produto Interno Bruto), soma da das riquezas produzidas em Franca, que ficou em R$ 3,57 bilhões em 2007. O montante deixou a cidade fora do ranking dos cem municípios mais poderosos do País. “O PIB mostrou que Franca não é uma cidade que tem uma capacidade de resistência à crise maior do que as outras. É um pouco menor. Nossa economia é mais fragilizada. O PIB reflete o poder de compra como um todo”. O secretário disse que o aumento da arrecadação num município com as características econômicas de Franca só será possível por meio de um combate eficaz da sonegação fiscal. “É preciso conscientizar o povo de que pagar imposto é coisa séria. Pedir nota fiscal é mais sério ainda. O resto virá por acréscimo como está na Bíblia”.

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