Técnicos acusados seguem trabalhando


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Alexandre Saldanha Borges e Vanilda Migliorini Farias, técnicos que foram acusados de se apropriarem de dinheiro destinado a jogadores do Projeto Bolsa Atleta, não serão atingidos pelo fim da Divisão de Esporte. Eles são funcionários concursados e já haviam sido afastados do contato com atletas quando o escândalo veio à tona. Alexandre trabalha para o município há 28 anos, enquanto Vanilda tem 13 anos de carreira. O fato de permanecerem na administração não significa tranquilidade. Os dois professores são investigados pela Polícia Civil pelo crime de concussão (exigir para si ou terceiros dinheiro ou vantagem indevida em razão da função). Eles também respondem a processo administrativo interno aberto pela Prefeitura, cujas penalidades vão de advertência à demissão por justa causa. Eventual desligamento só poderá ser feito quando os processos forem concluídos. O Ministério Público também abriu inquérito para apurar o caso e promete processá-los por improbidade administrativa. Se condenados, estão sujeitos à perda do cargo, à perda dos direitos políticos e ao ressarcimento dos danos ao erário público. Os dois alegam inocência.

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